Da redação - A responsabilidade com a qual o Ministério Público vem tratando o caso envolvendo o Ginásio Municipal de Esportes Joaquim Prestes merece ser ressaltada.
Se não fosse a intervenção da promotora Bianca Malachine nesse processo a quadra do Joaquinzão, a mesma onde o atleta Robson Rocha foi ferido mortalmente, já teria recebido um piso temporário, reprovado pela perícia técnica indicada pelo CREA.
Tentativas em lierar a quadra para mais um areforma não faltaram. A última delas foi patrocinada pelo presidente da Câmara Admir Strechar com o aval da maioria dos vereadores. Uma moção de apelo foi encaminhada ao MP pedindo que o Joaquinzão fosse liberado para a reforma por causa dos prejuízos que a equie de futsal, o Deportivo, está tendo nos jogos do Paranaense - Chave Ouro.
Isso mostra o descaso do poder público em relação aos atletas (da casa e de fora) e ao público que comparece em massa para prestigiar o time local. Vale mais a arrecadação do que a segurança das pessoas. Basta lembrar que outros dois acidentes já tinham acontecido e ferido atletas antes da morte de Robson sem que a Prefeitura tivesse tomado qualquer providências.
Atletas que frequentam o Joaquinzão fazem coro sobre a existência de goteiras no ginásio que é considerado pelo prefeito Fernando Ribas Carli como o mais moderno do interior do Paraná. Uma retórica política necessária para justificar a reforma feita a toque-de-caixa em 2006 e que teria custado aos cofres públicos entre R$ 150 e R$ 170 mil.
Agora, o MP exige que o Joaquinzão passe por uma vistoria geral, desde a rede de energia elétrica, até a possibilidadde de infiltrações. Vale lembrar que por debaixo do Joaquinzão passa rio. Um simples reparo de aparência, desta vez, não vai bastar.