
Porém, o deputado Tadeu Veneri (PT) apresentou voto em separado afirmando que a proposta não cumpre as normas estabelecidas em lei estadual. O petista observa que a legislação específica exige a comprovação de reputação ilibada e conduta profissionais e pessoal irrepreensíveis. Além da contribuição do homenageado com as ciências, letras, artes ou cultura em geral e realização de atividades filantrópicas. Assim, para o líder do PT na Alep, Hang não cumpre com esses requisitos, e desrespeita os postulados democráticos, comprometendo a postura ética exigida para merecer a homenagem.Hang investe no Paraná gerando empregos e estimulando o desenvolvimento estadual.
Conforme Veneri, na campanha eleitoral de 2018, Hang foi processado pelo Ministério Público do Trabalho, sob a acusação de constranger funcionários a votarem na candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, ele distribuiu texto aos empregados da empresa dizendo que poderia fechar lojas caso seu candidato não fosse eleito. Hang acabou fazendo um acordo com a Justiça para evitar pagar uma indenização de R$ 100 milhões. Por isso, além de Veneri, o deputado Tião Medeiros (PTB) também deu voto contrário. Enquanto os deputados Nelson Justus (DEM), Evandro Araújo (PSC) e Marcio Pacheco (PDT) se abstiveram de votar. O deputado Delegado Francischini (PSL), presidente da Comissão, não vota.Não é razoável que o Estado do paraná, enquanto ente público, permita oferecer em seu nome, através da Assembleia Legislativa, honraria de qualquer natureza a um cidadão que, como declaradamente faz o senhor Luciano Hang, desqualifica, menospreza e desconhece o alcance e a importância do conjunto de suas instituições.
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