Da redação - O diretor da Companhia de Dança Masculina Jair Moraes pediu desculpas a Guarapuava logo após o final do espetáculo na noite de sábado (15), no auditório da Unicentro.
Vencedora do Prêmio Klaus Viana, concedido pela Funarte, a proposta da companhia é a de interagir com academias de danças da cidade. Três delas foram convidadas: Rômani, Corporal e Orgulho Pampeano.
Jair Moraes disse que a companhia é "pobre", não possui nenhum patrocínio ou incentivo oficial.
"Um dos nossos convidados desistiu de participar porque considerou o nosso trabalho desorganizado, porque não tinhamos como buscar e levar o grupo. A nossa companhia é pobre, nossos bailarinos desempenham várias atividades, incluindo os trabalhos de bastidores. Mas um dia desejamos voltar a Guarapuava com uma equipe técnica, com motorista e carro à disposição para buscar e levar os artistas em casa, com pessoas indicando as entradas e saídas nas cochias".
Jair Moraes comentou também sobre a falta de seriedade com a qual a cultura é tratada no País. "Quando se pensa em cultura a dança é a última a ser lembrada, há um descaso muito grande. Por isso, quando chegamos numa cidade chamamos os grupos, as academias para participar do nosso espetáculo, porque entendemos que só a união pode mudar essa situação. Nós ganhamos esse prêmio e estamos fazendo 12 espetáculos pelo Paraná e por outros estados.
A nossa proposta com a oficina que realizamos durante a tarde é a de deixar alguma coisas para a cidade"
Jair Moraes ressaltou também que por todas as cidades por onde a companhia passou não enfrentou nenhum tipo de problema. Em Guarapuava foi a primeira vez.
As academias Rômani e Coproral entenderam o sentido da proposta e deram o seu show na noite.