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Confusão nos bastidores coloca Beto Richa e Rossoni em "saia justa"

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura
Guarapuava - O prefeito Beto Richa e o presidente estadual do PSDB, Valdir Rossoni, enfrentaram uma "saia justa" tão logo chegaram no Vitri Centro de Eventos onde aconteceu o encontro suprapartidário organizado pelo PSDB e pelo PPS. A presidente do PSDB em Guarapuava, vereadora Maria José Mandu Ribas tentou impedir que o presidente do PPS Municipal, Cesar Silvestri Filho fizesse uso das palavra. Se ele falasse, o filho do prefeito Fernando Carli, Bernardo Carli, que é pré candidato a deputado estadual também teria direito à palavra. Começou aí uma discussão logo na entrada do Vitri. Maria José chegou a dizer que abriria mão da palavra para que Silvestri Filho não tivesse voz, mas o presidente do PPS falou. Outra discussão foi quando entrou em pauta a composição da mesa oficial. Mais uma vez o pivô foi a presença do filho caçula do prefeito que acabou tendo que assistir tudo sentado numa das cadeiras logo abaixo do palco. Nos bastidores a torcida era grande para ouvir a voz do filho do prefeito. Muitos queriam saber o que Bê tinha a dizer, afinal não detem nenhum cargo, não preside nenhuma agremiação, mas este teve que se manter calado. Carli, que até então se mantinha afastado da organização do evento, mesmo porque é fiel defensor da candidatura do senador Osmar Dias (PDT) à sucessão requianista, entrou na briga em defesa da presença do filho. Chegou até a citar o nome de Bernardo, o Bê, em seu pronunciamento, informando Beto Richa que o filho estava filiado ao PSDB "para fazer acontecer". Mas a dissidência entre "tucanos" e PPS começou cedo. A primeira discussão foi para ver quem faria o cerimonial. Maria José queria o radialista Jauri Gomes, que é pré candidato a deputado federal. O PPS rejeitou. Maria José indicou a comunicadora Mônica Cordova, esposa de Jauri Gomes. O PPS também não quis. Inicialmente, a vice-presidente do PPS, Vivian Siqueira Ribas indicou o jornalista Claudio Aguiar, mas Maria José rejeitou. Foi a vez de Viviane indicar a cerimonialista Maria Inês Guiné, que também não foi aceita. Na hora "H" quem chegou para apaziguar os ânimos foi o próprio presidente do "tucanato" paranaense, Valdir Rossoni que chamou para si essa função. Tirou de letra. Quanto a palavra, foi aberta para quem estava na mesa. Falou o democrata Gilson Amaral, a própria Maria José, Cezar Silvestri, Alceni Guerra, Silvestri Filho, Rossoni, Fernando Carli e Beto Richa. Quem abriu mão foi o deputado Luis Fernando Litro que mereceu os elogios de Richa que o denominou de "deputado humilde, competente". Em meio a essa confusão, ou "entre mortos e feridos, todos saíram salvos". Alguns ocupando o lugar de destaque, outros assistindo e aplaudindo em meio ao público.

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