Alunos da Escola Municipal Eroni Santos Ferreira do município de Pinhão passaram um dia diferente neste sábado (18). Acompanhados por duas professoras, 10 estudantes entre 11 e 13 anos conheceram o trabalho da Companhia de Música e Dança Afro Kundun Balê na comunidade quilombola Paiol de Telha, na Colônia Socorro em Guarapuava.
Os alunos integram o projeto Agrinho são repetentes. De acordo com a professora Eucaris de Morais, a pressão social e familiar que esses estudantes sofrem pelo fato de não terem sido aprovados no ano letivo provoca a queda da auto-estima.
O Kundun está sendo um modelo do resgate da auto-estima pela metodologia que vem sendo desenvolvida e que já mereceu o I Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-Brasileiras com patrocínio da Petrobras em parceria com o Ministério da Cultura/Fundação Palmares, realizado pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento (Cadon).
"Por tudo o que vimos aqui nós encontramos verdade no trabalho do Kundun", disse a professora.
Os estduantes chegaram no quilombo pela manhã, conheceram a história da comunidade e a trajetória do Kundun desde o início até o reconhecimento nacional. Um almoço com comida típica da comunidade foi servido pelas Mulheres do Paiol e mães do Kundun. Em seguida as crianças tiveram contato com instrumentos de percussão e com a dança afro, além de assistirem uma amostra do trabalho artístico da companhia quilombola. Os visitantes puderam interagir tocando e dançando. Após lanche com pães, doces, queijo, sucos naturais, café e leite, as crianças retornaram ao Pinhão. Antes, porém, as professores pediram um projeto para que bailarinos e percussionistas do Kundun ensinem as crianças do projeto Agrinho. "Uma iniciativa que deu certo deve ser passada para frente", disse Eucaris.