A eleição do Guarapuava Esporte Clube, ocorrida em maio de 2011, teve mais um capítulo na tarde de ontem, quinta-feira (20), no Fórum de Guarapuava. Agora foi a vez do ex-presidente do Conselho Deliberativo, João Luiz De Laia, prestar depoimento sobre as irregularidades ocorridas na contagem dos votos. Inicialmente, a audiência estava marcada para a terça-feira (19), mas De Laia não compareceu. A juíza Genevieve Paim Paganella mandou buscá-lo, mas não foi encontrado. Em nova audiência marcada para ontem, quinta-feira (20), De Laia compareceu.
A confusão nas eleições do GEC começou quando foram verificadas 725 cédulas de votação, enquanto o livro de assinatura continha 722 votantes, o que motivou o pedido de anulação do pleito feito pela chapa de oposição Lobo Solitário.
Em depoimento, De Laia disse à juíza Genevieve Paim Paganella que a diferença entre as cédulas de votação e as assinaturas não seriam suficientes para alterar o resultado da eleição e que todo o processo tinha sido feito de forma transparente.
Mas para os advogados da oposição o que realmente importa é o artigo 79 do Estatuto do GEC que prevê: a anulação da urna ou das urnas quando a contagem do número de cédulas da votação não coincidir com o número de votantes verificado pelo livro de assinaturas. Se o número de cédulas de votação superar o número de assinaturas do livro, implicará na anulação da urna ou das urnas em que o excesso se constatar.
Em junho, o juiz substituto da 1ª Vara Cível de Guarapuava, Flávio Dariva de Resende, indeferiu o pedido de anulação e suspensão das eleições. O juiz alegou que caso a eleição fosse anulada a decisão poderia estar indo contra a vontade da maioria dos votantes que elegeu a Chapa Eficiente, do atual presidente Jorge Barreto. Na ocasião ele marcou uma audiência de conciliação para o dia 7 de julho, onde as duas partes também não chegaram a um consenso.
A decisão final dever sair no máximo de 15 dias. Caso a juíza decida pela anulação uma nova eleição poderá ser realizada.
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