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EMPREGO E RENDA

Em Pinhão, a agroindustrialização viabiliza a pequena propriedade rural

Já são 15 famílias que, a partir da organização da prefeitura, vendem seus produtos em mercados locais

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura
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(Foto: Divulgação/Prefeitura de Pinhão)[/caption] Eles compõem famílias que tiram da terra quase tudo o que consomem e ainda produzem e vendem, o que gera renda e emprego, viabiliza a pequena propriedade rural, mantém jovens e adultos no campo e ainda proporciona que as pessoas que vivem na área urbana tenham uma alimentação mais saudável à mesa. São pessoas que moram em sítios pequenos, no município de Pinhão, próprios da agricultura familiar, e tem um jeito todo especial de viver e ser feliz. É do suor do trabalho na lavoura, ordenhando vacas, entre outras tarefas, que a família de dona Angelita Surcampe, que mora na comunidade Alecrim, já vê a realização de um sonho que começou com a sua sogra. Produzindo ricota e queijo, a agricultora vende seus produtos na Feira Municipal e em supermercados da cidade. [caption id="attachment_166063" align="aligncenter"]
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Angelita (Foto: Divulgação)[/caption]

Já colocamos nossos produtos em dois mercados e em breve num terceiro. É um sonho realizado.

O DESENVOLVIMENTO Para chegar à agroindustrialização do leite in natura, por exemplo, foi necessário o cumprimento de algumas tarefas que chegassem até a formalização de agroindústrias. “O espaço, local, a melhor forma de cumprir as exigências da Vigilância sanitária, de forma que não fosse tão oneroso, foram debatidos entre produtores, a administração municipal e a Emater”, disse o prefeito Odir Gotardo (PT). [caption id="attachment_166062" align="aligncenter"]
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Odir Gortardo (Foto: Divulgação)[/caption] O processo, que começou em 2017, envolveu as secretarias de Indústria e Comércio, Saúde (Vigilância Sanitária) e Agricultura (Medica Veterinária), que realizaram visitas cadastrando e orientando as pessoas que vivem no meio rural. Algumas de maneira informal já estavam industrializando seus produtos e outras pretendiam industrializar. Uma vez cumpridas as exigências, foi expedida a certificação, que é o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), "autorizando a colocação dos produtos no mercado”, disse o prefeito Odir Gotardo. Segundo ele, "a certificação é o Selo de Qualidade dos Produtos, o que representa um avanço muito grande para a agricultura familiar de Pinhão”. Em março deste ano o município certificou as primeiras 15 agroindústrias familiares hoje legalizadas no município. Nesta semana outro passo foi dado para consolidar o incentivo dado aos agricultores, com a entrega dos rótulos para as embalagens dos produtos. Colocando a mão na massa, dona Neli Rebonatto, ampliou as vendas de biscoitos, macarrão, bolacha caseira e outras massas. “Antes a gente só vendia aqui no Faxinal dos Franças. Agora nossos produtos estão no mercado e muitas pessoas falam pros piás que foi bom que a gente conseguiu o selo”. Salete Kempf também vende tudo que produz em mercados da cidade. [caption id="attachment_166061" align="aligncenter"]
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Neli Rebonatto vende biscoitos, macarrão e outras massas (Foto: Divulgação)[/caption] A valorização por parte de empresários em revender os produtos da agricultura familiar também é um motivador para a geração de emprego e renda no campo. "Nós temos orgulho em comprar o produto fabricado por gente da nossa terra", disse o proprietário de um dos mercados da cidade. Mas para chegar a esse ponto, a administração municipal buscou parcerias com o Sindicato Rural e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), ofertando cursos e ofertou curso como: derivados de leite, de mandioca, doces pastosos, boas práticas, entre outros.