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Enfermeiras americanas anunciam greve por mais proteção contra Ebola

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

O sindicato de enfermeiras mais importante dos Estados Unidos convocou uma greve nacional para a segunda semana de novembro para exigir que os hospitais adotem medidas de proteção máxima no tratamento de pacientes com Ebola.

"Diante da negativa dos hospitais no país de levar a sério a necessidade de implementar medidas de máxima precaução, se um paciente com Ebola chegar de urgência, as enfermeiras devem fazer ouvir sua voz um pouco mais forte", informa em uma nota a responsável pelo Sindicato Nacional das Enfermeiras, RoseAnn DeMoro.

Cerca de 100 mil profissionais no país - sendo 50 mil apenas na Califórnia - devem participar desta mobilização em 11 e 12 de novembro, segundo DeMoro.

O sindicato da categoria quer que todos os hospitais adotem "o nível de segurança mais elevado" para o pessoal sanitário, com trajes que cubram o corpo totalmente e máscaras. Pede-se ainda uma formação 'contínua e rigorosa' no manejo desses equipamentos e no protocolo de cuidado dos doentes contagiados.

O sindicato protesta desde o início de outubro, depois que duas enfermeiras de um Hospital de Dallas, no Texas, foram contaminadas, cuidando de um liberiano que viajou para os EUA.

As enfermeiras Amber Vinson e Nina Pham estão curadas.

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