Em tempo de campanha eleitoral as coordenações de campanha estão com o "freio de mão"puxado quando o assunto são gastos. Na maioria dos municípios, a exemplo de Guarapuava, a movimentação acontece apenas nos bastidores. Os marqueteiros tem trabalho na criação dos motes que vão nortear a campanha e fazem a arte final das peças publicitárias que vão buscar persuadir o maior número de eleitores possíveis. Os candidatos afinam o discurso ouvindo a população na tática do corpo a corpo, instrumento eficiente no processo eleitoral. Embora, muitos candidatos depois de eleitos interrompam esse processo para se enclausurarem entre quatro paredes, endeusados pelo poder. Ninguém quer colocar o bloco na rua antes de agosto quando a campanha começa pra valer no ritmo dos programas gratuitos na tevê e no rádio. Cada vez mais a televisão engole os tradicionais comícios e se transforme num mpalanque eleitoral que leva a mensagem dos candidatos dentro da casa do eleitor.
Neste ano, mais do que nunca, as redes sociais também ganham espaço. Grupos organizados dispensam o tempo integral interagindo, compartilhando mensagens. Surgem "fakes"de todos os lados que dão vazão à criatividade de internautas. Por ser uma ferramenta livre do rigor da legislação eleitoral, o Facebook, o Twitter, constroem, ridicularizam, divulgam, disseminam como se todos estivessem numa mesa de bar, num papo de botequim. Surgem as mensagens, o bate-papo, os virais. Propagandas ainda em estudo acabam vazando, soltas na "aldeia global". E que é o melhor de tudo isso: sem dispender somas financeiras, basta organização`.