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Estudo de caso nas Clínicas Integradas Guairacá alerta para os riscos da farmacoterapia

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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Da Redação

Guarapuava - O estudo de caso nas Clínicas Integradas Guairacá dessa terça (25) chamou a atenção para o uso correto de medicamentos e principalmente os riscos da automedicação.

A automedicação é a administração de medicamentos sem a orientação ou prescrição médica. O Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas (Sinitox/Fiocruz) registrou, só em 2011, cerca de 30 mil casos de intoxicação por uso de medicamentos.

A professora Luciana Alves Camargo destacou a importância contida na temática desse estudo de caso. “A cada ano milhares de medicamentos são lançados no mercado e o grande desafio é o uso racional deles, afinal, a única diferença entre o medicamento e o veneno é a dose”.

Segundo ela, algumas recomendações são importantes como: não utilizar medicamentos indicados por parentes ou amigos, visto que o efeito é diferente em diversos organismos; ler sempre a bula e ficar atento aos possíveis efeitos adversos e interações medicamentosas; respeitar o tratamento indicado pela prescrição médica e guardar medicamentos longe do alcance de crianças.

A professora também chamou a atenção para os medicamentos caseiros. “Os medicamentos caseiros devem ser administrados com a devida orientação. É indicado ao paciente que procure e se oriente sempre com um farmacêutico, pois ele é o profissional preparado para prestar a correta assistência farmacêutica”.

Durante o estudo de caso nas Clínicas Integradas, acadêmicos do 5º e 9º Período do curso de Farmácia ainda fizeram uma apresentação teatral. Segundo a aluna Alexssandra Palczuk, falar sobre automedicação às vezes torna-se cansativo, "então viemos com essa proposta diferenciada para chamar a atenção”. A acadêmica Ana Paula Mazon destacou que, apesar da maioria das pessoas estarem cientes dos perigos da automedicação, esse ainda é um fato bastante recorrente. “Encenamos alguns fatos que presenciamos no dia a dia: o paciente compra um medicamento na farmácia sob prescrição médica, recebe todas as orientações do farmacêutico, mas acaba fazendo tudo ao contrário quando chega em casa”. Sobre tal fato, o acadêmico Osnei Madruga alertou que a automedicação pode ocasionar reações de hipersensibilidade, resistência bacteriana, dependência, intoxicação, pode mascarar doença e inclusive levar a óbito. “Isso acontece porque as pessoas costumam tomar a medicação totalmente errada, em quaisquer horários e também não levam em consideração as interações medicamentosas”.