Curitiba está sediando a Feira dos Sabores do Paraná, já na 14a edição. São doces, sucos, embutidos, queijos, patês, conservas, compotas, bolos e bolachas, além de artesanato, tudo produzido por famílias de agricultores paranaenses. É uma maneira do Governo valorizar a agricultura familiar. O que chama a atenção, porém, é que Guarapuava possui uma grande produção desses mesmos produtos e que são confeccionados por agricultores que vivem no município. Aliás, a agricultura familiar é predominante com mais de três mil propriedades. Entretanto, não temos uma feira que exponha esses produtos e não estamos representados na Feira dos Sabores do Paraná. E não é por falta de emprenho do secretário municipal de Agricultura Itacir Vezzaro. Recentemente, pude degustar geleia e queijo feito por um dos produtores. Simplesmente deliciosos. Mas o que emperra a venda legal dos produtos é a burocracia, as exigências feitas por órgãos de fiscalização. São exigências necessárias, sem dúvida, porém, há detalhes que fogem à realidade do agricultor. Por que em outras cidades - Cascavel é um exemplo - os produtores expõem normalmente em locais públicos? Atividades como essas geram renda ao pequeno agricultor e possibilitam que o consumidor tenha acesso a produtos colonais por preços mais acessíveis.
Para se ter uma ideia, a Feira Sabores do Paraná foi criada em 1999 e hoje reúne 1.300 unidades industriais, individuais ou coletivas, envolvendo mais de 6.500 famílias, propiciando emprego para 26 mil pessoas de todas as regiões do Estado.
Só de 2011 para cá, 150 novas unidades foram incorporadas, com a criação de cerca de 3 mil empregos. A meta é chegar a 200 novas unidades até 2014. Guarapuava pode muito bem estar inserida nesse contexto.
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