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Governo instaura novos processos contra concessionárias
A Controladoria Geral do PR estuda medidas para impedi-las, até a apuração de responsabilidades, de assinar contratos com a administração pública
Cristina EstecheJornalista
2 min de leitura
(Foto: Geraldo Bubniak/ANPr)
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[caption id="attachment_191635" align="aligncenter"](Foto: Geraldo Bubniak/ANPr)(Foto: Geraldo Bubniak/ANPr) Governo instaura processos contra Ecovias, Ecocataratas e Rodonorte (Foto: Geraldo Bubniak/ANPr)[/caption]
A Controladoria-Geral do Estado (CGE) instaurou mais dois processos administrativos contra concessionárias de rodovias do Paraná e estuda medidas para impedi-las, até a apuração de responsabilidades, de assinar contratos com a administração pública. Assim, as empresas, indiferentemente de ter processos abertos, podem propor acordos de leniências à CGE.
De acordo com a Agência Estadual de Notícias (AEPr) os processos instaurados são contra a Ecovia, Ecocataratas e Rodonorte. Por isso, conforme cronograma, adotado pela CGE, com as empresas que já reconheceram a prática de atos de corrupção.
“Embora tenham celebrado acordo de leniência com o Ministério Público Federal, onde reconheceram a prática de atos lesivos à administração pública, as empresas não comunicaram os termos do acordo à CGE, descumprindo, assim, cláusula proposta no próprio acordo de leniência do Ministério Público Federal”, afirmou o controlador-geral Raul Siqueira.
SANÇÕES
Além disso, ele explicou que o acordo celebrado com o MPF não impede que o Poder Executivo Estadual faça a investigação e a definição de responsabilidades em desfavor das concessionárias. A CGE entende que, possivelmente, os valores dos acordos de leniência firmados com o MPF são inferiores aos efetivamente devidos.
“Está sendo feito um estudo, com outros órgãos, agências reguladoras, enfim, um levantamento de todo o Estado, com o objetivo de se apurar o justo e correto valor eventualmente desviado dos cofres públicos. Vamos apurar o mais importante: o dano à população” afirmou o controlador-geral do Estado.
O diretor de Inteligência e Informação da CGE, Daniel Berno, disse que podem ser adotadas medidas que se disponham a impedir que novas contratações gerem prejuízo aos cofres públicos e garantam o ressarcimento dos valores desviados por corrupção e improbidade administrativa.
“Os acordos de leniência trazem benefícios e vantagens tanto para as empresas quanto para o Estado do Paraná, e podem ser propostos a qualquer momento, independentemente de ter em aberto processos administrativos de responsabilização ou não”, acrescentou Berno.
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