Guarapuava está entre os municípios paranaenses que foram selecionados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Companhia Paranaense de Energia (Copel) para concorrer ao leilão para exploração de gás natural. O Município está dentro da chamada Bacia do Paraná, que abrange um raio de 50 mil quilômetros quadrados, em 125 diferentes pontos do estado, com potencial para descoberta e utilização desse combustível. Na região, também foram selecionados Candói, Cantagalo, Goioxim, Marquinho, Palmital, Pitanga, Laranjeiras do Sul, Rio Bonito do Iguaçu, Santa Maria do Oeste e Mato Rico, entre outros.
É a 12ª Rodada de Licitações, que acontece dias 28 e 29 de novembro, no Rio de Janeiro. Os municípios estão divididos por blocos, num total de 14, e, segundo a ANP, são novas fronteiras de gás natural que estão sendo abertas. Depois do que presenciamos com o “Pré-Sal”, é tácito que o governo federal vai investir, ainda mais, na busca de novas fontes energéticas. O governador Beto Richa declarou que a Copel tem especial interesse em participar do leilão.
ESPERA DE 20 ANOS
Atualmente, a região de Pitanga e Palmital é a que se apresenta com maior capacidade de produção, integrando poços antigos onde já foram descobertos gás natural. São duas reservas, a de Pitanga na divisa com Barra Bonita (bloco PAR-T-300, área total de 3.946 km2) e a de Palmital (PAR-T-309), do Norte para o Centro, divisando com Santa Maria do Oeste e Campina do Simão. Estas duas reservas esperam pelo menos há 20 anos para serem exploradas.
HÁ CONTROVÉRSIAS
Fica uma pergunta: como Guarapuava, município-polo da região Central, vai se organizar, política e economicamente, para traçar uma estratégia de exploração do gás natural em favor do seu desenvolvimento?