Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal

Há 6 meses ministério interrompeu repasse de comida a indígenas do PR

Carência também atinge as aldeias de Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, e Marrecas em Turvo. Governo Bolsonaro não previu orçamento

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura
[caption id="attachment_276093" align="aligncenter"] Indígenas da Marreca em Turvo (Foto: Gralha Azul EcoTurismo)[/caption] A falta de previsão orçamentária para a compra de cestas básicas está deixando os indígenas do Paraná sem o benefício. A responsabilidade era do extinto Ministério da Cidadania, no governo Bolsonaro. Agora o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social garante que "está recompondo o orçamento para cestas básicas". Conforme o Ministério, já ocorreram tratativas junto à Funai e à Conab para solucionar o problema. Enquanto isso, os indígenas paranaenses estão há seis meses sem receber as cestas com alimentos básicos. Na aldeia Rio das Cobras, que fica em Nova Laranjeiras, a Prefeitura disse ao Portal RSN, que a responsabilidade sobre os indígenas é da Funai. "Nós damos apoio para o transporte de cestas de Guarapuava para cá. A Prefeitura também doa cestas à comunidade.". Se até meses atrás a Prefeitura transportava até sete caminhões de alimentos, há meses não há mais nada, segundo a administração. À Aldeia de Marrecas, em Turvo, conforme as secretarias de Agricultura e também da Assistência Social, os apoios são pontuais e específicos. "Tudo é com a Funai". Já o órgão em Guarapuava remeteu à Comunicação em Brasília. O retorno foi de que as questões feitas pelo RSN foram encaminhadas aos responsáveis. Não há respostas nem sobre a população indígena no Estado. O que se sabe é que no Paraná, até o último censo, viviam 13.300 indígenas. Aproximadamente 70% pertenciam ao povo Kaingang e 30% ao povo Guarani. Havia também descendentes do povo Xetá e alguns do povo Xokleng. As famílias estão distribuídas em 23 Terras Indígenas. No entanto, segundo a Comunicação da Funai, esse número encontra-se defasado.

GOVERNO DO PARANÁ DOOU CESTAS

Por conta da falta de alimentos, a Funai pediu 'socorro' ao Governo do Estado. No dia 19 de janeiro, o Governo do Paraná distribuiu 1.250 cestas para as comunidades mais vulneráveis. Entretanto, não haverá continuidade na entrega em 2023. A Superintendência Geral de Diálogo do Paraná (Sudis) recomenda um programa intergovernamental de segurança alimentar. A recomendação abrangeria toda comunidade tradicional paranaense. O Portal RSN tentou contato com os caciques de Marrecas e Rio das Cobras, porém, sem êxito. Leia outras notícias no Portal RSN.