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Convenção diz que lojas ficam abertas até às 21h; CDL tem permissão até às 22h

Horário de funcionamento do comércio gera polêmica

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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A semana que antecede o Natal está gerando polêmica no comércio de Guarapuava. As duas entidades que congregam empresários do setor divulgam horários diferentes para o funcionamento de lojas e confundem o consumidor.

Há mais de um mês o Sindicato do Comércio Varejista (SindiVarejista) divulgou oficialmente o horário para dezembro. O calendário foi o resultado consensual ao final da Convenção de Trabalho entre o Sindicato patronal e o Sindicato dos empregados no comércio. Prevê a abertura das lojas até às 21 horas.

"Esse foi o acordo da convenção e que está registrado no Ministério do Trabalho. Para nós é esse horário que está valendo", diz o Sindicato dos Empregados no Comércio.

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), porém, fez uma reivindicação ao SindiVarejista e estendeu o fechamento das lojas em uma hora, ous eja, o comércio deverá ficar aberto até às 22 horas.

"A semana do Natal será muito curta. O dia 24 será numa sexta-feira. Por isso, queremos dar mais um tempo diário para o consumidor. Estamos orientando os nossos associados a cumprir esse novo horário pois temos uma circular assinada pelo presidente do SindiVarejista, Abrão José Melhem", afirma o presidente da entidade, Leonel Ribas.

A Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (ACIG), porém, não adere a esse novo horário e mantem o que foi determinado pela convenção.

"O que temos de oficial é um aditivo da convenção de trabalho entre os dois sindicatos e é esse que vamos seguir (21 horas). A circular que a CDL possui é assinada apenas pelo presidente do SindiVarejista. Não é um acordo e não podemos aderir a um documento que não é oficial", diz o presidente da ACIG, José Divonzil da Silva à RSN. "Estamos orientando o nosso associado dessa forma, mas quem quiser abrir até às 22 horas será por sua conta e risco", avisa.

Quem quiser aderir à circular da CDL e ampliar o horário de atendimento estará sujeito à fiscalização por parte do Ministério do Trabalho. O pagamento de multa é uma das sanções previstas.

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