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Hortaliças ficam mais baratas no atacado

O estudo avalia os valores praticados nas principais Ceasas do Brasil em novembro deste ano

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura
As hortaliças pesaram menos no bolso do consumidor nas centrais atacadistas no mês passado. É o que revela o 12º Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta segunda feira (18). O estudo avalia os valores praticados nas principais Ceasas do Brasil em novembro deste ano. A maior queda registrada foi do tomate em São Paulo. O preço do produto chegou a cair 28,75% na Ceagesp. O recuo se deve ao aumento da oferta da hortaliça, provocado pelas temperaturas elevadas nas áreas de produção, que apressaram a maturação do fruto. A maior quantidade de batata e de cebola no mercado atacdista também foi o principal motivo para a queda na cotação das hortaliças. No caso da batata, a ampliação da oferta se deve ao aumento do ritmo de colheita na safra das águas. A oferta de cebola foi incrementada, principalmente, pela produção do Paraná e de regiões nordestinas. Já a cenoura e o alface apresentaram comportamento contrário, registrando alta no último mês. As condições climáticas (altas temperaturas e chuvas intensas) prejudicaram a produção e a colheita da cenoura, influenciando na elevação dos preços. As variações da alface, por sua vez, são típicas de cada mercado, uma vez que a produção da folhosa está localizada sempre mais próxima dos centros de consumo. FRUTAS Banana e melancia também ficaram mais baratas em novembro. A boa oferta de banana nas variedades prata e nanica e a entrada da produção de melancia paulista e gaúcha foram determinantes para a queda nos valores destes produtos. Maçã e laranja registraram pequenas oscilações, mantendo os níveis de preço estáveis. Já o mamão ficou mais caro em virtude da menor oferta, principalmente nas regiões produtoras do Espírito Santo, Bahia e norte de Minas Gerais. Além dos produtos analisados, outras hortaliças apresentaram recuo geral nos preços, como pimentão (-31%), vagem (-26%) chuchu (-17%) e beterraba (-11%). A tendência de queda seguiu também em frutas como ameixa (-23%), tangerina (-19%), limão (-16%) e pêssego (-4%). O levantamento é feito mensalmente pelo Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) da Conab, a partir de informações fornecidas espontaneamente por grandes mercados atacadistas do país. Para a análise do comportamento dos preços de novembro, foram considerados os principais entrepostos dos estados de SP, MG, RJ, ES, PR, CE, PE, GO e DF.

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