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Inconformismo

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura
Curitiba - O deputado Élio Rusch (DEM) criticou a homenagem feita pelo governador Roberto Requião que deu o nome de Valmir Mota de Oliveira, o Keno, ao novo Centro de Ensino e Pesquisa em Agroecologia, em Santa Teresa do Oeste. Em outubro de 2007, Keno morreu em um confronto entre integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e os seguranças da propriedade invadida. Rusch lembrou que à época foi comprovado que Keno era funcionário da Fundação da Universidade Federal do Paraná (Funpar). “Os agricultores do Paraná estão inconformados com o apoio do governador aos ‘movimentos sociais’. Esse homem homenageado não era integrante do MST. Ele era funcionário público e agora vem dizer que era líder de movimento social”, afirmou Rusch “Foi uma atitude inconveniente do governador. Uma grosseria com o agronegócio”. A área pertencia à empresa Syngenta e era utilizada como centro de experimentos de sementes transgênicas. Guerra anunciada O líder do PSDB na Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano, criticou a falta de ação da Secretaria Estadual de Segurança Pública para coibir um possível confronto após o jogo entre Coritiba e Fluminense, pelo Campeonato Brasileiro. Ao final da partida os torcedores do Coritiba, revoltados com o rebaixamento para a 2ª divisão, invadiram o gramado do estádio Couto Pereira agredindo o juiz e os poucos policiais militares que ali estavam. “Em um jogo daquela importância era sabido o que poderia acontecer no final. A Secretaria de Segurança deveria ter se precavido e colocado mais policiais para garantir a segurança dos jogadores e das pessoas de bem que ali estavam”, relatou. O deputado não eximiu a responsabilidade do clube, que seria o responsável pela segurança privada dentro do estádio, mas que “devido a pressão que os torcedores fizeram durante a última semana, o confronto parecia inevitável. Foi vergonhoso para o Paraná ver essa tragédia e policiais sendo agredidos covardemente por uma minoria de baderneiros que inflamou os demais torcedores e resultou no caos não só dentro do estádio, mas principalmente nas ruas próximas”.

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