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Inoperância leva a atitudes extremas

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

O desrespeito em unidades de saúde em Guarapuava leva a atitudes extremas. Já não é a primeira vez que um pai no desespero de ver que o filho doente não consegue ser atendido se utiliza de atitude violenta para que o filho seja medicado. Fragilizado pela doença da filha, sem condições financeiras para pagar uma consulta o pai recorreu à uma unidade de saúde. Ao chegar no centro de urgência disse que foi desacatado pelo segurança. Foi até em casa e retornou armado.

É claro que um ato de violência não justifica outra atitude agressiva, mas se nos colocarmos no lugar desse pai será que não faríamos igual?

Para que situações como essas sejam evitadas as unidades de saúde precisam ter mais médicos plantonistas, funcionários aptos a atender o público e saber contornar quadros como o que aconteceu no final de semana.

Sabemos que tratar da saúde pública, conviver diariamente com pessoas doentes e familiares nervosos com a situação, não é nada fácil. Sabemos também que existem pessoas que buscam o atendimento sem haver necessidade. Mas os gestores públicos estão aí para administrar todas as situações pertinentes ao município. De nada adiantam números e mais números; discursos que propagam a saúde de Guarapuava como sendo exemplar. É preciso que essa "eficiência"saia da tela da televisão e se consolide na prática.

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