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Juiz pede cassação de Kassab em São Paulo

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura
Guarapuava - A Justiça Eleitoral está "fechando o cerco" contra iregularidades cometidas durante as campanhas eleitorais. Em São, neste domingo (21), o prefeito Gilberto Kassab "amarga" uma decisão do juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloisio Sérgio Resende Silveira. Ele decidiu pela casssação do mandato do prefeito, da vice-prefeita Alda Marco Antônio e de pelo menos oito vereadores, por captação ilícita de recursos. A decisão deverá ser disponibilizada nesta segunda-feira (22) no site do Tribunal Regional Eleitoral e publicada na terça-feira (23) no Diário Oficial, segundo informou o G-1. Silveira, que falou ao portal G1 por telefone, não revelou os nomes dos parlamentares cassados. De acordo com ele, assim que recorrer contra a decisão, Kassab e os parlamentares terão garantido o efeito suspensivo automático, que permite a eles permanecer em seus cargos até a decisão final. O mesmo já ocorreu com outros 16 parlamentes cassados em 2009. Como não poderia deixar de ser, o advogado de Kassab diz que irá recorrer da cassação do mandato de prefeito. O "pano de fundo" de tudo isso está na representação do Ministério Público Eleitoral que aponta doações de campanha irregulares oriundas da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). O MP pediu revisão da prestação de contas com base no artigo 30-A, da lei 9.504/97, e na lei 64/90, que prevêem a cassação de registro e declaração de inelegibilidade por três anos quando comprovados captação ou gastos ilícitos de recursos. O advogado de defesa do prefeito Gilberto Kassab disse na noite de sábado ao G1 que o próprio juiz reconhece que baseou sua tese em voto vencido no Tribunal Superior Eleitoral. Silveira reconhece que adotou a tese do ministro César Peluso, mas esclarece que confia na decisão. "Eu estou convicto desse meu fundamento. Me pareceram sólidos os fundamentos do ministro", afirmou. O juiz também afirmou que a ex-prefeita Marta Suplicy e o ex-governador Geraldo Alckmin, candidatos à prefeitura de São Paulo em 2008, também tiveram suas contas de campanha aprovadas, mas ressalvas. De acordo com ele, estes candidatos receberam doações dentro do limite legal.

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