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CASO JORGE LEUCH NETO

Julgamento de Alessandra entra no segundo dia no Tribunal do Júri

Julgamento deve acabar ainda hoje pois as testemunhas já foram ouvidas. Alessandra deve ser ouvida a tarde, seguida pelos debates e sentença

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura
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alessandra
Alessandra (blusa branca) e a equipe que atua na defesa dela (Foto: Henrique Moss/RSN)[/caption] Começou o segundo dia do julgamento de Alessandra Abreu Vaz, acusada de ter provocado a morte de Jorge Leuch Neto. O acidente provocado por ela ocorreu na madrugada de 12 de fevereiro de 2017, em Guarapuava. Durante essa terça (27) sete testemunhas deram depoimentos, entre as quais, o delegado Alysson Souza, policiais militares, bombeiro. As primeiras testemunhas, que chegaram no local após a batida entre a Captiva conduzida por Alessandra e o Celta dirigido por Leuch Neto, também prestaram depoimento. Conforme os relatos, o denominador comum foi de que Alessandra apresentava odor etílico, próprio de embriaguez. Antonio Neto, hoje esposo da ré, também estava alcoolizado. Outro ponto levantado pela maioria das testemunhas é a discussão entre o casal sobre quem estava dirigindo o carro. Mais uma vez surgiu o nome de uma amiga de Alessandra, Camila, envolvida pela acusada como sendo a motorista. Entretanto, durante as diligências, segundo os autos, comprovou-se que a condutora era mesmo Alessandra. [caption id="attachment_285143" align="aligncenter"]
Advogado criminalista Marinaldo Rattes (Foto: Divulgação)marinaldo
Assistente de acusação, Marinaldo Rattes, e a promotora Vilma (Foto: Henrique Moss/RSN)[/caption] De acordo com o assistente de acusação, Marinaldo Rattes, esse fato obstruiu as investigações. "Eles [Alessandra e Antonio Neto] tentaram confundir as autoridades policiais, atrapalhando o andamento das investigações". Apesar disso, o criminalista avalia que os depoimentos confirmam as investigações. Assim sendo, segundo ele, Alessandra vai sair condenada. Conforme o advogado, a pena prevista para crime com dolo eventual, oscila entre seis e 20 anos.

TESE DA DEFESA

Já a defesa continua insistindo na tese de que Alessandra não estava alcoolizada. De acordo com as as perguntas feitas às testemunhas o que se procura mostrar aos jurados, insistentemente, é que ela estava sóbria. Outro fator apontado pela defesa é que o Celta de Jorge Leuch Neto era rebaixado e estava com pneus desgastados, "demonstrando a imprudência da vítima". A previsão tanto da defesa quanto da acusação é de que durante a tarde de hoje, Alessandra seja ouvida. Todavia ela tem a prerrogativa de falar ou não, ou de responder apenas as perguntas da defesa. Por fim, o julgamento deve chegar ao fim na noite desta quarta (28). Leia outras notícias no Portal RSN.