Integrantes da Companhia de Música e Dança Afro Kundun Balê - Quilombo Paiol de Telha se reúnem na noite desta sexta-feira (13) para uma maratona de filmes e documentários temáticos sobre os problemas que atingem a diversidade brasileira. Hoje o calendário da História do Brasil é marcado pela Abolição da Escravatura no País. Mas a partir de 1978 a data foi transformada pelo Movimento Negro Unificado (MNU), em Dia Nacional de Denúnicia contra o Racismo.
O coordenador do Kundun, Orlando Silva lembra que o 13 de Maio não é data comemorativa para o movimento negro no país. Nesta sexta-feira (13), as mobilizações e atos públicos que marcam a data em todo o Brasil destacam o racismo existente no Brasil.
"O dia 13 foi visto como dia da libertação dos escravos, mas os negros desmentiram, mostrando que continuam sendo alvos da intolerância sob os mais diferentes aspectos e estendo essa condição não somente ao afrodescendente, mas às camadas da população que compõe a diversidade. Ser diferente é sinônimo de preconceito, de discriminação, tanto no gênero, no porte físico, quanto na religião, na condição social", afirma.
Após a sessão de filmes, amanhã, sábado (14), no período da tarde, o Kundun promove um debate sobre o que foi visto. Pela manhã, os quilombolas recepcionam 42 alunos e professores de uma escola do município de Pinhão.