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Ministério da Saúde quer duplicar capacidade de transplante de medula óssea

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Da Agência Brasil

O Ministério da Saúde pretende dobrar a capacidade de transplante de medula óssea no Brasil, sobretudo o alogênico - quando doador e receptor são pessoas diferentes. A notícia foi anunciada pelo coordenador-geral do Sistema Nacional de Transplantes do Ministério da Saúde, Heder Murari Borba, no 28º Congresso da Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea, em Belo Horizonte (MG). No evento, que começou ontem (14) e termina no domingo, Borba anunciou ainda que o ministério vai passar a regular os leitos dos hospitais transplantadores em âmbito nacional, a partir de janeiro do ano que vem.

“Se um médico não conseguir vaga para internar o paciente naquela semana, vamos remover esse paciente para um lugar onde haja vaga e assim aumentar a velocidade de progressão na lista desses pacientes”, disse o representante do ministério. A regulação nacional também vai possibilitar mensurar a sobrevida dos pacientes.

Heder Murari Borba explicou que o esforço do país, nos últimos dez anos, foi o de constituir o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) - mapas genéticos de doadores voluntários, quando não há doador na família, que é hoje o maior do mundo, com 3,4 milhões de registros. “Agora não temos mais dificuldades de encontrar doadores, a dificuldade é alocar os potenciais receptores para fazer o transplante”, comentou ele, que não divulgou os valores dos aportes financeiros. “Não estou autorizado, mas o que há é a decisão política de ampliação”, garantiu.

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