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O "Festival da Melhor Idade"

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Por Constantino Kotizas: Leio notícia que diz que vem aí o “Festival da Melhor Idade”, a ser organizado e realizado pela Prefeitura Municipal de Guarapuava.
Segundo a nota, para “descobrir os talentos que a cidade tem”.
Cuidado, prefeito.
Dar voz para a melhor idade é um risco muito grande, ainda mais quando a popularidade anda em baixa.
Vai que um senhor resolva fazer uma trova envolvendo a prefeitura, ou o prefeito?
Vai que o espírito de Rutílio Ribas baixe em algum senhor e ele desande a falar verdades, ainda mais na qualidade de “mais velho” e, portanto, merecedor de respeito?
Vai que alguma senhora comece a relembrar dos momentos antigos da cidade, onde era tudo diferente, mas havia cuidado com sua gente?
Olha, prefeito. Cuidado.
Ao ouvir voz de ontem, dê valor aos acontecimentos do hoje ou à falta deles.
Nada mais justo que descobrir os talentos que a cidade tem, mas mais justo ainda, ouvir o que eles devem ter a dizer.
Aí a decisão é somente sua. Deu espaço, vem de tudo.
Ainda me parece mais acertado, antes de fazer Festival da Melhor Idade, dar mais condições dignas para a melhor idade, no que cabe à prefeitura, além de outros órgãos governamentais e moradores da cidade.
O respeito aos mais velhos é cultuado em toda a Europa, mas aqui pelos lados nacionais, nem tanto.
Idéia válida, mas que pode ser melhor aproveitada.
Memórias de Guarapuava, narradas pela turma da melhor idade seria um documento válido para a geração atual, os freqüentadores do bobódromo que pouco sabem da história da própria cidade, a não ser da história de seus umbigos.
E por falar em trova, um senhor poderia dizer mais ou menos assim:
“ Nesta cidade querida
que muito me orgulha,
carrego no peito a ferida
do pouco caso que borbulha.
Festival para nós, não precisa.
atitudes para a cidade, isto sim.
A história mostra que exorciza
aqueles que não pensam no fim.”
Eita galo véio......

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