No fim dos anos 1970 ouvi, num cartório de Guarapuava, a seguinte frase, em tom indignado, de um provecto senhor da mais legítima cepa dos 200 anos, a propósito de um acidente de automóvel ocorrido na cidade (sim, naquela época já aconteciam acidentes de automóvel aqui!): “Pobre devia ser proibido de ter carro. Carro, só para quem pode, como nós, ou para profissionais, como taxistas.”
Quarenta anos depois, ouvi alguém, da mesma cepa, observar no Parque do Lago, incomodado com os abusos de motoristas: “Também, quem não podia comprar nem bicicleta, agora está comprando carro!” www.cristinaesteche.com.br/
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