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Para CNI, aumento da Selic surpreendeu setor produtivo

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

O reajuste da taxa Selic – juros básicos da economia – para 11,25% ao ano surpreendeu o setor produtivo. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que defendeu o corte de gastos públicos para evitar elevações maiores.

Para a entidade, o Brasil precisa criar condições para conter a inflação e reduzir os juros de forma sustentada. O caminho para isso, de acordo com a confederação, passa pela redução dos gastos públicos.

“O desafio do país é criar as condições para uma redução sustentada da taxa de juros. A adoção de uma política fiscal restritiva é fundamental para a reversão das expectativas inflacionárias e para que o ciclo de alta dos juros seja o mais curto possível”, destacou a CNI em nota.

Segundo a CNI, o Banco Central teve de aumentar os juros para trazer a inflação de volta para a meta, de 4,5% com tolerância de 2 pontos percentuais, podendo chegar a 6,5%. O comunicado destacou que, em setembro, a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 6,75% no acumulado de 12 meses.

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