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Para presidente da Fifa, futebol virou plataforma para protestos

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

As vaias recebidas pela presidente Dilma durante a abertura da Copa das Confederações provocou a reação do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Ele acredita que os manifestantes, nas diversas cidades brasileiras, estão usando o futebol como "plataforma" para seus protestos.

Em declarações ao Estado de São Paulo e a um veículo de comunicação estrangeiro, nesta segunda feira (17), no Rio de Janeiro, o cartola ainda comparou a situação vivida pela Fifa no Brasil ao que ocorre na Turquia. Lá, manifestantes estão causando um terremoto político em Istambul e gerando tensões na região. Na Turquia, a Fifa realizará o Mundial Sub-20 em poucos dias. "Temos visto isso também na Turquia e temos toda a confiança nas autoridades", afirmou, após participar de um congresso no Copacabana Palace sobre o papel das finanças e o futebol.

De acordo com Blatter, o futebol existe aqui para unir as pessoas. "Isso está claro e conheço um pouco das manifestações que estão ocorrendo. Acho que as pessoas estão usando a plataforma do futebol e a presença da imprensa internacional para deixar claro certos protestos".

O Rio de Janeiro deve registrar a maior manifestação na tarde desta segunda-feira. Blatter, porém, rejeita a tese de que o movimento vai crescer. "Vocês verão que hoje é o terceiro dia de competição e isso irá se acalmar", insistiu. "Será uma grande competição".

Sobre a vaia recebida por Dilma na abertura da Copa das Confederações, no último sábado, Blatter saiu em defesa dos torcedores. "Num estádio, eles (torcedores) querem futebol e não discursos".

Com O Estadão

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