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Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná
MAIS ENTREGA À POPULAÇÃO

Paraná lidera ranking da eficiência dos estados

Estudo mostra que transformar recursos per capita em resultados à população pesa mais do que abundância de caixa. Paraná está em primeiro entre sete

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
4 min de leitura

Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná

O Paraná conquistou o primeiro lugar na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados (REE-F), estudo feito pelo jornal Folha de S. Paulo em conjunto com o Datafolha. A pesquisa mede o nível de eficiência das gestões estaduais ao correlacionar a receita disponível com as entregas de serviços públicos à sociedade.

Sete estados alcançaram a classificação máxima, com índice igual ou superior a 0,550, numa escala superior a 0,350. Conforme os estudos o Paraná lidera, com índice de 0,734, seguido pelo Ceará (0,665) e São Paulo (0,637). A lista dos governos classificados na categoria "Eficiente" conta também com Santa Catarina (0,612), Piauí (0,596), Paraíba (0,561) e Minas Gerais (0,552).

De acordo com a Folha, a metodologia do estudo cruza a Receita Corrente Líquida (RCL) por habitante com dados de cinco setores estratégico. Ou seja: educação, saúde, segurança pública, infraestrutura e finanças. Por exigência constitucional de investimento, as áreas de saúde e educação recebem peso duplo na pontuação final.

Os indicadores obtidos pelo Paraná nas principais frentes foram: Educação: 0,874 (a maior pontuação entre todos os estados, considerando dados como cobertura de atendimento e evasão escolar). Infraestrutura: 0,817 (segunda posição nacional). Segurança Pública: 0,774. Saúde: 0,677. Saneamento básico: 96,3% de acesso à rede de água e 76,4% de esgotamento sanitário. Conforme o estudo, no recorte geográfico, a Região Sul cravou a maior média de eficiência do país, alcançando 0,630.

RELAÇÃO ENTRE ARRECADAÇÃO E ENTREGAS

Uma das principais conclusões do levantamento é que um orçamento elevado não assegura automaticamente uma gestão eficiente. Exemplo disso é o Ceará, segundo colocado geral, mesmo apresentando a menor RCL per capita do Brasil (R$ 4.275, cerca de 38% menor que a média nacional de R$ 6.913).

No extremo oposto, estados com alto volume de receita por morador, impulsionados por repasses da União e menor densidade populacional, figuram na parte inferior da tabela. É o caso de Amapá (R$ 12.027 per capita), Acre (R$ 12.766) e Roraima (R$ 11.654), que ocupam respectivamente a 26ª, 25ª e 24ª posições.

O REE-F avaliou 26 unidades da Federação, excluindo o Distrito Federal por características orçamentárias próprias, e as dividiu em quatro patamares: Eficiente, Alguma Eficiência, Pouca Eficiência e Ineficiente. Apenas sete estados alcançaram o nível máximo (nota igual ou superior a 0,550), enquanto outros sete ficaram no grupo de menor desempenho (nota abaixo de 0,350).