A chegada da Black Friday e do Natal deve abrir novas oportunidades de emprego no Paraná. Uma sondagem da Fecomércio PR e pelo Sebrae/PR revela que 17,2% das empresas paranaenses pretendem contratar trabalhadores temporários para atender ao aumento da demanda no fim de 2026. Entre os estabelecimentos que planejam ampliar equipes, a previsão média é de quatro profissionais.
O turismo, conforme a sondagem, apresenta a maior intenção de contratação, com 24,1% das empresas interessadas em reforçar equipes. No comércio, o percentual é de 18,9%, enquanto nos serviços chega a 12,8%. O levantamento também mostra que a maioria das empresas pretende fazer contratações mais pontuais: 67,2% projetam admitir até cinco trabalhadores.
A pesquisa revela diferenças entre as regiões do Paraná. Maringá apresenta a maior proporção de empresas dispostas a contratar temporários, com 19,2%, seguida pela Região Oeste, com 18,9%. Curitiba e Região Metropolitana e o Sudoeste aparecem com 17,4% cada. Em Ponta Grossa, região que agrega Guarapuava, 16% das empresas pretendem ampliar equipes, enquanto Londrina registra o menor percentual entre as regiões divulgadas, com 12,5%.
Os resultados indicam expectativas distintas entre os mercados regionais. De acordo com o Sebrae, o crescimento das contratações não deve ocorrer de maneira uniforme no estado.
Para o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, Rodrigo Schmidt, as contratações temporárias ajudam as empresas a atender à demanda da Black Friday e do Natal, além de abrir oportunidades para quem busca emprego.
Segundo ele, 63,3% das vagas não exigem experiência anterior e 88,9% das empresas consideram a possibilidade de efetivação, dependendo do desempenho do trabalhador e do cenário econômico. A sondagem, entretanto, não apresenta um percentual específico para Guarapuava. Para compreender a situação do município, é necessário observar os indicadores locais de emprego.
Conforme mostra o levantamento, 63,3% das empresas que pretendem contratar temporários não exigirão experiência As principais oportunidades estão concentradas nas funções de vendedores (31,7%), atendentes gerais (19%), auxiliares gerais e serviços gerais (17,5% cada).
A pesquisa também aponta que 88,9% das empresas interessadas em contratar consideram a possibilidade de efetivar os temporários após o período, enquanto 84,7% demonstram disposição para investir na capacitação desses trabalhadores. Isso não significa, porém, que a efetivação esteja garantida.
GUARAPUAVA APRESENTA RECUPERAÇÃO
Em Guarapuava, o cenário é de cautela. Dados do Novo Caged mostram que o município registrou 177 novos empregos formais em agosto, interrompendo três meses consecutivos de saldos negativos. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, foram 19.848 admissões e 19.528 desligamentos, resultando em saldo positivo de 320 postos de trabalho.
O setor de serviços liderou a geração de empregos, com 859 novas vagas, seguido pela construção civil, com 114. Em contrapartida, o comércio acumulou a perda de 183 postos, a agropecuária registrou saldo negativo de 413 e a indústria perdeu 57 empregos.
Apesar das dificuldades, o comércio guarapuavano apresentou reação em agosto, com mais contratações do que demissões. A expectativa é que as vendas de fim de ano ajudem a sustentar essa recuperação, especialmente nos segmentos de vestuário, calçados, presentes e supermercados.
A Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (ACIG) também aposta nas campanhas natalinas e em iniciativas como a tradicional Parada de Natal para estimular o consumo e movimentar a economia local.