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Pessuti diz que prévias no PMDB ganham força

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

A realização de prévias para definir os rumos do PMDB nas eleições majoritárias deste ano vem ganhando força no partido, segundo a avaliação do ex-governador Orlando Pessuti, secretário geral do PMDB no Paraná. “As prévias são um instrumento legítimo e democrático para a solução de eventuais divergências internas”, assegura Pessuti.

Ele lembra que esse recurso já foi utilizado em várias ocasiões pelo partido em períodos eleitorais, como em 2004, quando o PMDB de Curitiba, optou pela coligação com o PT, e mais recentemente, no Rio Grande do Sul, onde o PMDB fez uma prévia no dia 15 de março, indicando Ivo Sartori como candidato do partido ao governo.

Pessuti acredita que as prévias é o caminho mais correto para manter a unidade partidária. “Não podemos chegar à convenção, em junho, com todas as divergência que temos hoje”, explica o ex-governador. Segundo ele, essa indefinição é ruim para todos. “Sem uma definição de rumos, os ajustes dessas diferenças e as possibilidades de alianças com outros partidos ficam emperrados, podendo prejudicar o desempenho do partido nas eleições”.

A opinião de Pessuti é compartilhada pelo presidente estadual do PMDB, deputado federal, Osmar Serraglio, pelo ex-senador Sérgio Souza, e pelo deputado federal João Arruda, sobrinho do senador Roberto Requião, que consideram as prévias como uma forma de antecipar a decisão e evitar que o partido chegue em junho sem uma definição do que fazer, dificultando o fechamento de alianças com outras legendas.

“Não temos outra alternativa a não ser essa”, disse Serraglio, à Gazeta do Povo, em janeiro deste ano”. João Arruda também disse que “o quanto antes a decisão for tomada, mais tempo para se organizar para as eleições o partido terá” .

Arruda ainda deixou clara sua opinião sobre o alcance da consulta, ao defender “eleições prévias com a participação de todos os filiados”.

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