Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
cristina alep1
POLÍTICAS PÚBLICAS

Procuradora da Mulher quer reduzir número de feminicídios no PR

No Brasil, 12 mulheres são vítimas de feminicídios todos os dias

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

cristina alep1

[caption id="attachment_184380" align="aligncenter"]
cristina alep
Cristina Silvestri toma posse como procuradora da mulher (Foto: Alep)[/caption] A deputada estadual Cristina Silvestri (Cidadania) é a primeira Procuradora da Mulher na Assembleia Legislativa do Estado. Porém, a missão da guarapuavana não será fácil. Ativista pelos direitos e atuante contra a violência do gênero, Cristina Silvestri vai fiscalizar os programas de governo. Além disso, criar campanhas para incentivar a igualdade de gêneros. Cabendo também o empoderamento e as ações de políticas públicas. Além de promover audiências com a participação da comunidade para garantir a defesa dos direitos da mulher. Ao assinar o termo de posse nesta terça (2), a deputada enfatizou a importância do desafio que representa o comando da Procuradoria.

Para mim será um desafio, mas, ao mesmo tempo, é uma honra assumir esse posto. Afinal, precisamos fortalecer as políticas públicas para sairmos dessa posição de 5º país com maior número em violência contra a mulher

Entretanto, os números divulgados durante a posse, assustam. No Brasil, 12 mulheres são vítimas de feminicídios todos os dias. E tem mais: uma mulher é morta a cada duas horas no país, simplesmente pela condição de ser mulher. A maioria por não querer manter os seus relacionamentos afetivos. Os dados são do Núcleo de Estudos da Violência da USP e Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Para o presidente da Casa, deputado Ademar Traiano (PSDB), a Procuradoria vai "zelar pela defesa dos direitos das mulheres". Além de receber, examinar e encaminhar aos órgãos competentes as denúncias de violência e discriminação de gênero. O deputado disse ainda que a Alep quer valorizar as mulheres paranaenses. "Estamos criando mecanismos para que aquelas que sofrem de qualquer tipo de violência e não têm voz, possam ter mais esse canal com a grande rede de proteção".

A EXPERIÊNCIA

Segundo Adriane Domingues, da secretaria Nacional de Justiça, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, tem observado que a experiência de sucesso da Procuradoria nacional vem sendo replicada em estados e municípios. Entretanto, observou que apesar da baixa representatividade no Congresso e também no Poder Judiciário, onde apesar de serem 35% das servidoras, apenas 17% das mulheres atuam nas cúpulas. Para ela, a criação da Procuradoria serve de estímulo para que as mulheres alcancem novas posições de poder na sociedade. “Estamos felizes com o Paraná seguindo esse exemplo". Para a promotora de Justiça de Ministério Público de São Paulo, Maria Gabriela Prado Mansur. "Isso demonstra que o poder público, o sistema de Justiça e o Ministério Público estão enfrentando o desafio de proteger a dignidade das mulheres. Em especial daquelas que esperam por justiça, pela execução das leis e de políticas públicas, para que sejam líderes de suas próprias vidas".