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Profissionais é a maior dificuldade no autismo

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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Cristina Esteche

O relato de uma avó que, após a morte da filha, cria um neto autista, comove quem ouve. Entre lágrimas, a senhora, que mora na periferia de Guarapuava, não possui condições e nem conhecimento sobre o tratamento que o menino necessita. Para quem sabe, a dificuldade é encontrar equipe mutidisciplinar que tenha a mesma linguagem no tratamento específico que a pessoa precisa.

Essa dificuldade é enfrentada por pais de crianças que possuem o espectro autista ou outras síndromes. O casal Leandro e Keyla Orias são pais de Heloiza, 11 anos, portadora da Síndrome de Williamas-Beuren. Quando a menina nasceu, o casal residia em Laranjeiras do Sul. “A Heloiza nasceu com cardiopatia, que é uma das características da Síndrome. Após várias consultas em outras cidades e a confirmação do diagnostico, veio o periodo da aceitação. Pra mim foi mais fácil do que para o meu esposo”, disse Keyla.

Uma vez superado o periodo do “luto” – quando os pais recebem a notícia e que se segue até a aceitação - , uma nova batalha começou. “É muito difícil encontrar profissionais que estejam sintonizados com o tratamento que o teu filho precisa, porque necessita de vários profissionais”. De acordo com Keyla, ela e Leandro buscaram informações com outros pais, pesquisaram na Internet até que encontraram o site da Associação Brasileira da Síndrome de Williams. “Lá você tem as informações que precisa, mas continua faltando os profissionais”, disse.

Por ser uma pessoa sociável demais, sorridente, simpático, o portador se antepõe amenizando o preconceito. “Mesmo assim ainda ouvimos comentários preconceituosos”, observa Keyla.

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