Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal

PT ordena toque de silêncio até fim do prazo das candidaturas

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

Nas últimas horas os blogueiros e twitteiros do PT ou ligados ao partido passaram a obedecer a um rigoroso toque de silêncio. A idéia é não dar qualquer pretexto para que o senador Osmar Dias, do PDT, recue de seu propósito de sair candidato ao governo do estado em aliança com o Partido dos Trabalhadores. Uma coligação complicada que já é considerada a costura política mais delicada e complexa da história do Paraná.
Até que o senador proclame pública e oficialmente sua disposição de sair candidato em aliança com o PT a ordem é não criticar e não comentar. Até mesmo elogios estão embargados porque o senador, conhecido pela extrema suscetibilidade, poderia entender qualquer menção lisonjeira a seu nome como uma ironia e desandar tudo o que foi obtido em intermináveis e delicadíssimas costuras políticas. Depois que o envolvimento de Osmar na aliança se tornar irreversível, os comentários e as manifestações de qualquer natureza estarão liberadas.
As cautelas tomadas pelo PT têm bons motivos. Ao longo dos últimos meses as negociações com Osmar estiveram a perigo e foram interrompidas devido a comentários feitos na internet por petistas que foram interpretados como ofensivos por Osmar Dias. O ponto mais baixo ocorreu quando o deputado federal petista André Vargas, que também é secretário de Comunicação do PT, irritado com as delongas de Osmar afirmou que o acerto político não era firmado porque Osmar estaria fazendo “exigências não políticas”.
Osmar ficou possesso com a insinuação e exigiu que Vargas se desmentisse publicamente. Humilhado o deputado fez publicar uma nota oficial em que dizia que as exigências que o “PT não poderia atender” se referiam a atração do PMDB, que havia lançado Orlando Pessuti como candidato próprio. O caso foi superado, mas a partir daí Osmar passou a se recusar a negociar com o PT do Paraná que, desde aquele episódio, participa das negociações numa constrangedora posição de espectador sem direito a voz nem a voto. Para evitar novos incidentes o toque de silêncio é rigoroso.


Tags

Compartilhar