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Aumentam os acidentes com bichos peçonhentos (Foto: Emanuel Marques da Silva)
NO VERÃO

Saúde alerta para risco de acidentes com animais peçonhentos

Os acidentes mais comuns envolvem cobras, lagartas, abelhas, escorpiões e aranhas. Nas praias, a atenção deve ser com águas-vivas e caravela

Gilson Boschiero
Gilson Boschiero Jornalista
3 min de leitura

Aumentam os acidentes com bichos peçonhentos (Foto: Emanuel Marques da Silva)

A adoção de medidas preventivas contra acidentes com animais peçonhentos pode salvar as férias e o descanso de paranaenses e turistas. A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) alerta para o aumento de acidentes até março. Esse período traz uma combinação de meses mais quentes e úmidos, a reprodução desses animais e o aumento do fluxo de pessoas em regiões turísticas, de mata e litoral. E isso contribui com uma alta significativa das ocorrências. O primeiro trimestre de 2025 registrou quase 3 mil acidentes notificados no pico desse período.

NA TERRA E NA ÁGUA

Os registros mais comuns em ambientes terrestres envolvem cobras, lagartas, abelhas, escorpiões e aranhas. Em locais de praia, o veranista deve estar atento a águas-vivas e caravelas. Para os banhistas e pescadores da Costa Oeste e Noroeste do Estado, o alerta é sobre o perigo de acidentes com arraias e bagres. Esses animais aquáticos possuem ferrões que podem perfurar a pele e, em casos mais graves, provocar necrose local e infecções. Ao longo de 2025, a Sesa promoveu a capacitação específica para o manejo clínico adequado desses acidentes, treinando 700 profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros e técnicos da Atenção Primária e dos serviços de urgência e emergência, bem como profissionais de vigilância em saúde.

O QUE FAZER EM CASO DE ACIDENTE

A recomendação principal é procurar o atendimento médico mais próximo o quanto antes. Todos os serviços públicos de saúde estão preparados para a avaliação e tratamento das ocorrências, incluindo a aplicação de soroterapia quando necessária. Para facilitar o diagnóstico e o tratamento, é fundamental que a vítima informe ao profissional de saúde o máximo de características do animal envolvido. Se possível, levar uma foto ou o próprio animal. No entanto, como medida imediata, pode-se lavar o local da picada com água e sabão, retirar acessórios como anéis, pulseiras, relógios e calçados apertados em caso de acidentes nas extremidades e manter a parte afetada em posição elevada. No caso específico de águas-vivas e caravelas, não lavar o local com água doce. O ideal é aplicar vinagre, sem esfregar e compressas de gelo.

CUIDADOS

O cuidado com alguns detalhes é fundamental para evitar o contato com os animais. Entre eles, usar proteção para limpeza e atividades em trilhas, inspecionar roupas, calçados e roupas de cama antes do uso, evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas e lixo, afastar camas e berços das paredes e garantir que lençóis e cobertas não encostem no chão, impedindo que escorpiões e aranhas subam. E ainda, não colocar as mãos em tocas, buracos ou sob rochas, evitar banhos em praias com ocorrências recentes de acidentes por águas-vivas e caravelas e caminhar com proteção nos pés em locais rochosos ou com pedras soltas. Em caso de dúvidas e orientações, o contato pode ser pelos seguintes telefones: CIATox Paraná: 08000 410148 CIATox Londrina: (43) 3371-2244 CIATox Maringá: (44) 3011-9127 CIATox Cascavel: (45) 3321-5261 Leia outras notícias no Portal RSN.
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Sobre o autor

Gilson Boschiero

Gilson Boschiero

Jornalista

Possui graduação em Jornalismo, pela Universidade Metodista de Piracicaba (1996). Mestre em Geografia pela Unicentro/PR. Tem experiência de 31 anos na área de Comunicação, com ênfase em telejornalismo e edição. Foi repórter, editor e apresentador de telejornais da TV Cultura, CNT, TV Gazeta/SP, SBT/SP, BandNews, Rede Amazônica, TV Diário, TV Vanguarda e RPC. De 2015 a 2018 foi professor colaborador do Departamento de Comunicação Social da Unicentro - Universidade do Centro-Oeste do Paraná. Em fevereiro de 2019, passou a ser o editor chefe do Portal RSN.