Saúde anuncia mutirão para combater dengue e febre amarela em Guarapuava

Mobilização será nesta sexta (5) e no sábado (6) na cidade e no interior

Mosquito transmissor de doenças (Foto: Reprodução)

A Secretaria Municipal da Saúde em Guarapuava anunciou nesta quarta feira (3) um mutirão de combate à febre amarela e o Dia D de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, que também é transmissor da Dengue, Zika vírus, Chikungunya.

De acordo com o diretor da Vigilância Sanitária e Ambiental de Guarapuava, Rodrigo Córdova, a ação contra a dengue começa nesta sexta (5) na área central da cidade e segue no sábado (6) nos bairros e distritos.

“As equipes vão orientar e fazer vistorias nas residências e estabelecimentos comerciais, para identificação e remoção de focos do Aedes aegypti”.

Para esse mutirão Rodrigo Córdova diz que conta com agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, servidores municipais, voluntários do 26º GAC, escoteiros, universidades, associações de bairros, conselhos locais de saúde, Polícia Militar e 5ª Regional de Saúde.

No sábado (6), as unidades básicas de saúde estarão abertas para a vacinação contra a febre amarela. Segundo a chefe de Departamento de Epidemiologia, Chayane Andrade, essa prevenção é importante, pois a Secretaria de Estado da Saúde confirmou o quarto caso de febre amarela no Paraná.

“A pessoa infectada é de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, porém estamos intensificando as ações no município”.

A vacina é recomendada a partir de nove meses até 59 anos. Pessoas com mais de 60 anos precisam de liberação médica.

Quem for aos postos de saúde precisa levar a carteira de vacinação e, caso não tenha, um documento com foto. “Quem já tomou a vacina uma vez na vida está protegido da doença”, reforça Chayane.

NO PARANÁ

A Secretaria de Estado da Saúde registra o aumento de  501 casos de dengue no Paraná com 2.023 confirmados nesta semana, contra 1.522 da semana passada. Dos casos confirmados, 1.926 são autóctones, adquiridos no município de origem, e 97 são “importados”, ou seja, as pessoas contraíram a doença fora da cidade onde residem.

“Estamos nos reunindo com prefeitos para a definição de estratégias diferenciadas para os municípios”, afirmou o secretário Beto Preto.

Além do fumacê, reuniões com moradores para orientações e mutirões de limpeza, as equipes da Secretaria estendem a busca em cisternas e fossas abandonadas.

As condições de infestação no Paraná atingem 82,45%, com ocorrências em 329 municípios. O Laboratório de Climatologia da Universidade Federal do Paraná informa que o período do outono ainda continua favorável à proliferação no mosquito. Dez municípios estão em situação de epidemia: Lupionópolis, Francisco Alves, Uraí, Japurá, Itambé, Santa Mariana, Rancho Alegre, Cafeara, Moreira Sales e Santo Antônio do Paraíso.

Em situação de alerta para a dengue estão as cidades de Abatiá, Alvorada do Sul, Anahí, Leópolis, Capanema, Andirá e Nova Londrina.

MONITORAMENTO NACIONAL

Municípios do Paraná concluíram levantamento sobre o índice de infestação do Aedes aegypti para o Ministério da Saúde. Os dados serão usados como base para novas estratégias. Segundo Ivana Belmonte, da Vigilância Ambiental da Secretaria da Saúde, a pesquisa apresenta 78 municípios com índice maior que 4%, o que significa que em cada 100 imóveis visitados quatro apresentaram focos ou criadouros do mosquito.

RECOMENDAÇÕES

A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido pela picada do Aedes aegypti, mosquito que se prolifera em depósitos de água parada e lixo acumulado.

O Aedes aegypti também é transmissor da chikungunya, com 343 notificações e sete casos confirmados no Paraná, e da Zika, com 171 notificações e dois casos confirmados.

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