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Semeadura do MST lança 2 toneladas de juçara na Terra Indígena Rio das Cobras
A semeadura da Juçara representa a retomada da presença da palmeira na Terra Indígena, praticamente extinta no território
Thiago de OliveiraJornalista
2 min de leitura
A semeadura massiva da Juçara representa a retomada da presença da palmeira na aldeia (Foto: Vinícius Carvalho)
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A Terra Indígena Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, recebeu nessa terça (3) a semeadura aérea de duas toneladas de sementes de palmeira-juçara. A espécie é nativa da Mata Atlântica e está ameaçada de extinção. Com esta ação, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) do Paraná marcou o início da 3ª Jornada da Natureza. Além do MST, a jornada ocorre em parceria com órgãos públicos, universidades e povos indígenas.
Com apoio de um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal, as sementes foram lançadas sobre a maior Terra Indígena do Paraná, habitada por comunidades Kaingang e Guarani. A atividade busca recuperar áreas degradadas e reforçar o protagonismo dos povos originários na preservação ambiental.
Conforme a organização, ao longo da semana a jornada prevê o lançamento de 21 toneladas de sementes de juçara em diferentes regiões do estado, envolvendo assentamentos da reforma agrária e outras áreas de mata.
Para Adelar Manduca, liderança local, a ação é um marco no combate ao desmatamento e fortalece alianças entre indígenas e movimentos populares. "Se a natureza morrer, morre o indígena."
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