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Avós passeiam com os netos; amigos se encontram para conversar

Sol e céu azul atraem pessoas ao Parque do Lago

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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Céu azul e sol. Estas são as senhas para que o guarapuavano desfrute do Parque do Lago, agora revitalizado, e um dos mais belos cartões postais da cidade. Área verde em pleno centro, durante o inverno as “cerejeiras do Japão” ou sakurás dão um tom rosa ao local.

Se durante a semana as pessoas escolhem o Parque do Lago para a prática de exercícios físicos, aos sábado e domingos, o parque acolhe avós que passeiam com os netos, amigos que se encontram e param para conversar, namorados que trocam juras de amor, pessoas que aproveitam o final de semana para as tradicionais caminhadas e corridas.

Dona Derli Aparecida de Matos levou a neta Gabriela de um ano e um mês para brincar. “Costumo aproveitar o sol para trazer a netinha pra brincar e conversar com meu amigo”, diz. O amigo que dona Derli se refere é José Moreira Neto, 53 anos, morador do Bairro Santo Cruz, mas que há cerca de quatro anos trabalha como guardião do Parque do Lago.

“Não troco este trabalho por nada. É ao ar livre, em contato com a natureza e aqui faço amigos”, afirma. Seo José trabalha das 7 horas às 19 horas, leva marmita de casa, chimarrão e lanche. “Não saio daqui para nada”, diz.

O guardião conta que acompanha o crescimento de cada árvore, o desabrochar de cada flor e sabe quem são os novos freqüentadores do local. “A gente conversa com todas as pessoas e sabe quem chega”, diz.

Sentado no meio da grama os amigos João de Paula, que mora na Vila Concórdia, e Amadeu Ferraz, que mora no Bairro Primavera, se encontraram no Parque por acaso. “Fazia bem uns cinco anos que a gente não se via. Estou indo na casa de uma filha na Santa Cruz e parei aqui para descansar quando o João chegou”, diz Amadeu. “Eu moro na Vila Concórdia e com esse dia tão lindo (domingo) parei pra descansar e acabei encontrado meu amigo. Agora estamos aqui pondo a prosa em dia”, diz João.

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