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Testes com a pílula do câncer começam hoje em São Paulo

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

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São Paulo - Os testes clínicos com a fosfoetanolamina sintética para tratamento do câncer começam hoje (25), na capital paulista. Nesta primeira fase, dez pacientes receberão a medicação, conhecida como pílula do câncer, e serão monitorados por uma equipe multiprofissional do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp).

Posteriormente, serão testados mais 21 pacientes para dez tipos de tumores: cabeça e pescoço, pulmão, mama, cólon e reto, colo uterino, próstata, melanoma, pâncreas, estômago e fígado. Se os resultados se mostrarem positivos, serão incluídos novos pacientes, até o limite máximo de mil pessoas.

Os testes foram aprovados na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa, do Ministério da Saúde. A Fundação para o Remédio Popular (Furp), laboratório oficial da secretaria de Saúde do estado, forneceu as cápsulas da substância para realização da pesquisa.

Segundo a Secretaria de Saúde, o pesquisador aposentado da Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos Gilberto Chierice vai acompanhar todo o processo.

A fosfoetanolamina sintética foi estudada por Chierice, enquanto ele ainda estava ligado ao Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros da universidade. Algumas pessoas tiveram acesso às cápsulas contendo a substância, produzidas pelo professor, que usaram como medicamento contra o câncer.

Em 2014, a USP proibiu a produção de qualquer tipo de substância que não tivesse registro, caso das fosfoetanolamina sintética. Pacientes que faziam uso do medicamento e disseram notar melhora no quadro de saúde recorrem à Justiça e ganharam o direito de acesso à droga.

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