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Tomate e cenoura registram queda dos preços no atacado

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
3 min de leitura

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Da Redação, com Conab

Os preços das principais frutas e hortaliças comercializadas nas Centrais de Abastecimento mais representativas do país não apresentaram movimento uniforme em abril. Os destaques ficaram com tomate e cenoura que registraram baixas importantes, enquanto mamão e batata mantiveram as cotações elevadas. É o que revela o 5º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016 divulgado, nesta terça feira (24), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A queda no preço do tomate mantém o comportamento registrado desde o início deste ano e reflete o aumento da oferta do produto no mercado atacadista, a partir da antecipação da colheita em algumas regiões produtoras. Como reflexo, o preço praticado neste ano é inferior ao patamar registrado no mesmo período entre 2013 e 2015, o que, em alguns casos, pode-se inferir que o produtor está recebendo abaixo do custo de produção. Esse cenário pode acarretar para os próximos meses diminuição de área plantada, retornando o movimento de alta da hortaliça. Já a diminuição apresentada pela cenoura se explica devido aos preços elevados nos meses anteriores, o que enfraqueceu a demanda pelo produto.

A cebola também chegou a apresentar reduções em abril em algumas Centrais. Mas, os valores continuam em patamares elevados, refletindo a presença significativa da cebola importada no mercado interno. Não se pode inferir a tendência de comportamento dos preços do produto nos próximos meses, uma vez que as importações irão ditar a amplitude desta variação.

Por outro lado, os preços da batata refletem a menor disponibilidade do tubérculo no mercado. A alta é reflexo das condições climáticas adversas nas zonas produtoras, especialmente nas culturas do sul do país. As constantes chuvas impactaram a colheita do produto, diminuindo sua oferta no mercado. Na primeira quinzenas de maio, as cotações da batata já vêm apresentando arrefecimento na alta. Mas a continuação da queda irá depender do ritmo da colheita da safra.

Alface não registrou comportamento uniforme, uma vez que sua comercialização está muito ligada a produções localizadas próximos dos centros consumidores. As altas registradas em alguns locais podem ser explicada pelos menores índices pluviométricos nas áreas produtoras.

O levantamento é feito nos mercados atacadistas, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab, e considerou os principais entrepostos localizados nos estados de SP, MG, RJ, ES, GO, DF, CE, PE e PR.