A complicada conversão do senador pedetista Osmar Dias em aliado do PT para disputar do governo do Paraná foi um processo que produziu intenso desgaste e seqüelas profundas. Os problemas já começam a surgir tanto entre os antigos aliados de Osmar, do PSDB, que prometem contar os bastidores do comportamento ambíguo do senador, quanto com seus novos aliados do PT. Os petistas, agora sem o risco de Osmar recuar da aliança, por falta de tempo hábil, se sentem a vontade para dizer o que realmente pensam do senador.
Da parte do PSDB, o anúncio é que se fará um relatório completo sobre o estilo vacilante de Osmar, que muda de idéia ao sabor da última pressão que recebe. O PT tem opinião semelhante sobre a personalidade do senador. O deputado petista André Vargas analisa em seu twitter os motivos para Osmar fazer aliança com o PT e conclui que se trata de um político de personalidade frágil capaz de se dobrar a todo tipo de coação. “Pressão de Lula e Lupi virou o jogo no Paraná e Osmar Dias, irmão de Álvaro, trocou tucanos por petistas”, diz Vargas.
Mas os piores relatos sobre o perfil psicológico de Osmar vêm mesmo do PSDB. O deputado Valdir Rossoni, por exemplo, promete revelar com detalhes os bastidores das negociações mantidas pelo senador com os tucanos. Diz que Osmar “empenhou a palavra três vezes pessoalmente a José Serra, mas quebrou todas às vezes a palavra dada porque é suscetível a pressões políticas e domésticas”.
Rossoni revelou ainda os apelos que Osmar fez para que o PSDB do Paraná apoiasse a candidatura de seu irmão, o senador Alvaro Dias, a vice de José Serra. Os tucanos do Paraná atenderam aos pedidos de Osmar e Alvaro foi indicado vice de Serra.. Foi então que Osmar mudou novamente de idéia e se comprometeu a apoiar o PT. É um comportamento que foge do campo da política e mergulha nos mistérios da psicanalise, ironiza Rossoni.
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