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Vice sonha virar prefeito em Prudentópolis, no tapetão

Cristina Esteche
Cristina Esteche Jornalista
2 min de leitura

Um dia um professor meu disse que "na política tudo é possível, menos ver cavalo voando". Eu fui o unico a questionar, pois segundo a mitologia grega, Pegasos era um cavalo voador. Então, a teoria dele estava errada.

Eu aprimorei aquela frase dele para "na política tudo é possivel, menos vaca voar". Me arrebentei de novo. Um furacão nos Estados Unidos, no Mississipi, em 2011, devastou uma área e correram muitas imagens de vacas, literalmente, voando.

Depois dessa, desisti. Hoje afirmo: NA POLÍTICA, PARA SE CHEGAR E SE MANTER NO PODER, TUDO É POSSIVEL.

Prudentópolis, mais uma vez, é a prova disso. É incontestável que o prefeito reeleito, Gilvan Pizzano Agibert (PPS), se manteve no poder graças à também participação do seu vice reeleito Adelmo Luiz Klosowski (PR).

Venceram com a simpatia de juras de amor eterno entre os dois, como é comum numa disputa politica. Iniciaram o mandato e até ensaiaram uma possibilidade de administrarem em conjunto, porém frustrada.

Em Prudentópolis, apenas o vice acreditou na falácia do prefeito, de que seria um governo diferente e de que o vice teria voz na administração.

Passados alguns meses, o vice sumiu. Ninguém sabe onde anda ou o que faz na Prefeitura, além de receber o salário compatível ao de secretário, sem nada produzir em prol da população.

Corre em boca pequena que Adelmo, depois de ver as promessas do Gilvan virarem piada, passou a ser espectator da cassação do prefeito. Em quase cinco anos como vice, ele nunca teve a caneta na mão, pois Gilvan nunca lhe deu essa oportunidade.

Por tudo isso, pelo medo de Gilvan de abrir as contas pro Adelmo, pelo medo de Gilvan de tirar férias e deixar Adelmo escrever o nome da sua família na história de Prudentópolis, acredito na torcida pela cassação do alcaide.

E o povo? Bom, o povo... tá com saudades do Adelmo circulando por ai.

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