A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais surpreendeu diretamente o mercado financeiro, frustrando as projeções predominantes de investidores e provocando forte instabilidade nos negócios nesta segunda (26).
Como a maioria das pesquisas divulgadas nas últimas semanas indicava vantagem para Flávio Bolsonaro (PL), o resultado definitivo alterou bruscamente os cenários esperados para a economia, forçando uma reavaliação geral dos planos para juros, câmbio e contas públicas.
A frustração das expectativas se refletiu de imediato nos ativos locais. Nos primeiros minutos de pregão, o Ibovespa desabou mais de 10%, levando a B3 a acionar o mecanismo de circuit breaker para interromper temporariamente as negociações por 30 minutos. Na retomada, o índice aprofundou as perdas e registrava queda de 17,13% perto das 11h30, cotado aos 169.957 pontos.
Paralelamente, a busca por proteção elevou vertiginosamente a moeda americana. O dólar operava em forte alta de 9,72%, negociado a R$ 5,4783, após atingir a máxima de R$ 5,6048 no dia.