QUEM É SIDNEY CHASS
A pergunta é simples, mas raramente feita a quem trabalha atrás da mesa de som. "Sidney é um cara que gosta de música, gosta do som; pai de família que corre pela cultura". E, segundo conta, alguém que corre atrás de visibilidade para uma categoria pouco lembrada. "O pessoal que trabalha no som não é muito visto." Há um ano, Sidney retomou a frente da Sensassom. Desde então, com o conhecimento adquirido, trabalha para mudar a realidade do mercado de áudio, iluminação e painel de LED na cidade.O TÉCNICO TAMBÉM É ARTISTA?
Para Sidney, o técnico é um complemento à atração principal, mas também se torna um artista dos bastidores. Ele precisa acertar o som da guitarra, da bateria, da voz, no momento certo. Em uma empresa como a dele, porém, a função se expande. Ela envolve apresentações, festivais e uma exigência constante de atenção. "Às vezes o artista não avisa, mas o técnico tem que estar preparado, focado sempre naquilo que está fazendo ali." Por isso, defende, técnico e artista precisam manter um diálogo constante.UM MERCADO QUE SAIU DA BOLHA
Sidney enxerga uma mudança real no setor nos últimos anos. Segundo ele, quem trabalha com som e iluminação em Guarapuava "saiu da bolha" e passou a se profissionalizar. Cursos e equipamentos ficaram mais acessíveis. Novas empresas surgiram com estrutura cada vez mais completa. "Até eu me surpreendi". No período em que esteve afastado, uma nova geração aprendeu a operar mesas de luz, painéis e sistemas de som. A área de iluminação e painel, avalia, cresceu ainda mais entre os técnicos locais do que a própria área de áudio.UM DJ ECLÉTICO
Além de técnico de som, Sidney trabalhou 23 anos como DJ. Nesse tempo, atravessou praticamente todos os estilos e épocas: pagode, axé, música eletrônica, funk, gospel, rock, reggae. "Eu não tenho restrição de música. Depende do momento." Essa vivência ampla, segundo ele, é comum a quem trabalha por trás dos palcos. Por trás das raízes sonoras de Guarapuava, tem sempre aquela pessoa que está ali no canto, como Sidney. E, geralmente, sabe mais do que muita gente imagina.DE INVISÍVEL A VALORIZADO
Sidney reconhece uma mudança de status para os profissionais da área. Hoje, diz, os técnicos são mais valorizados. Não era assim no início da carreira. "Na minha época, muitos anos atrás, não era. Era só mais um cara atrás da mesa." Ele credita essa virada ao estudo constante da categoria. Por trás de cada técnico, segundo ele, existem horas de dedicação em casa e cursos de formação. "Tem que dar valor mesmo." Ao final da conversa, Sidney deixa uma mensagem para quem se encanta pela música, mas não deseja ser cantor, baterista ou guitarrista. Trabalhar com som, luz ou painel, garante ele, é uma profissão para a vida toda. E é um mercado com demanda: "É uma área rentável, que ainda precisa de profissionais qualificados. É um futuro".Sidney Chass é convidado do sexto episódio de Guarapuava em Frequência — Raízes Sonoras da Terra. O projeto, financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, tem estreia prevista para agosto, com exibição nas redes do Portal RSN e no perfil do projeto no Instagram. Leia outras notícias no Portal RSN.