Ao vivo
Guarapuava - PR · 21°C Predominantemente nublado
Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal Em breve Agenda completa da região no Portal RSN Shows Feiras, cultura, esporte e serviços em um só lugar Volte todo dia Saiba o que acontece antes de sair de casa Portal RSN Sua agenda regional, atualizada para quem acompanha o portal
Aconteceu

Vídeo de Moro sobre pedido de pensão como ministro volta a circular

Registro reaparece dias depois de senador admitir que recebia auxílio-moradia com apartamento próprio

Redação RSN
Redação RSN Web RSN
72 visualizações

Voltou a circular nas redes sociais um vídeo de abril de 2020, quando o hoje senador e candidato ao Governo do Paraná Sergio Moro (PL) anunciou a saída do Ministério da Justiça e Segurança Pública, no governo de Jair Bolsonaro. Na gravação, Moro revela que pediu uma "pensão" para a família como condição para assumir o cargo, benefício sem previsão na legislação brasileira.

O vídeo voltou a repercutir dias depois de Moro admitir, em sabatina à RPC, que recebia auxílio-moradia mesmo com apartamento próprio em Curitiba.

Na gravação de 2020, ao anunciar a saída do ministério, Moro disse que "não fazia mais sentido manter segredo" sobre a condição que havia colocado a Bolsonaro. "Eu disse que como eu estava abandonando 22 anos da magistratura, contribuí 22 anos para previdência e a perdi saindo da magistratura, pedi apenas [...] que se algo me acontecesse, que a minha família não ficasse desamparada sem uma pensão", afirmou aos jornalistas na ocasião.

"Foi a única condição que eu coloquei para assumir essa posição específica no Ministério da Justiça", completou, negando ter exigido uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) em troca do cargo.

Essa versão é contestada por Bolsonaro. "Na véspera, quando ele esteve comigo no dia que ele pediu demissão, ele disse que aceitava mandar embora o diretor-geral [da PF] só em setembro, quando eu o indicasse ao Supremo", afirmou o ex-presidente, em entrevista de janeiro de 2022.

À época da revelação sobre a pensão, juristas apontaram que o pedido não tinha amparo legal: benefícios previdenciários dependem de regras fixadas em lei e de contribuição regular, não de promessas do presidente da República. O governo Bolsonaro também não apresentou proposta para mudar a legislação nesse sentido.

Moro chegou a ser alvo de uma notícia-crime por concussão — exigir vantagem indevida valendo-se do cargo. O pedido, porém, foi rejeitado pelo então ministro do Supremo Celso de Mello, e o caso não teve continuidade.

OUTRAS MORDOMIAS

A repercussão do vídeo antigo ocorre na sequência da confissão de Moro sobre o auxílio-moradia que recebia como juiz federal. Em sabatina à RPC, ele chamou o benefício de "estratagema reprovável" e admitiu que funcionava como uma espécie de salário extra. "No fundo era um complemento salarial", disse.

Moro recebia R$ 4.378 por mês do auxílio, mesmo morando em apartamento próprio de 256 metros quadrados em Curitiba. O benefício deveria ser pago apenas a magistrados que não residem na cidade onde trabalham — e ele já tinha salário de quase R$ 30 mil como juiz federal na época.