Acordos anunciados ontem (24) pelo Governo do Estado do Paraná e pelo Governo Federal estão sendo avaliados como paliativos por caminhoneiros de Guarapuava e da região. A posição é do presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas de Guarapuava e Região (Sinditac), João Cavalheiro. Na manhã desta sexta feira (25), Cavalheiro acompanha a manifestação da categoria no Trevo do Pinhão, na PR-170. Os atos da categoria seguem também na BR-277, PR-466 e outras rodovias próximas.
“Esses acordos são como melzinho na boca dos caminhoneiros. Querem nos fazer parar, mas o período sugerido não compensa se a gente tiver que voltar depois”, explica Cavalheiro, fazendo menção ao acordo fechado ontem (23) por líderes do movimento com o Governo Federal para que a greve seja suspensa por 15 dias.
A nível de Paraná, o acordo proposto pelo Governo do Estado diz respeito a liberação, por parte dos manifestantes, para passagem de cargas consideradas essenciais, como insumos hospitalares, produtos químicos, ração animal, alimentos para hospitais e penitenciárias, combustível para os serviços de segurança e de urgência e emergência, além de cargas vivas. Porém, até o fechamento desta matéria (9h29), os manifestantes da região de Guarapuava não seguiam a determinação, mantendo o bloqueio para maioria das cargas. Carregamento de leite é uma das exceções.
“Houve um pedido do Sindicato Rural de Guarapuava para que os manifestantes deixassem caminhões de leite passar. Eu fiz uma reunião com o pessoal e pedi sensatez neste momento. É muito leite perdido, que podia estar indo para as nossas crianças”.
Ainda segundo João, para a região de Guarapuava, as manifestações seguem sem previsão para acabar.