O Xarquinho hoje conhecido como bairro Industrial, tem 100 anos, segundo a história oral dos moradores mais antigos. Porém, essa oralidade foi registrada pela própria comunidade num documentário de 60 minutos.
De acordo com o diretor cultural da Associação de Moradores, Everaldo Fogaça, tudo foi produzido por um morador, o escritor ‘seo’ Fátimo. “Ele foi coletando e gravando depoimentos de muitas pessoas e resultou num trabalho muito rico”.
Conforme Everaldo, o ‘filme’ foi apresentado no domingo (15) durante a Feira Literária no bairro.
Foi um dia maravilhoso por onde passaram mais de 800 pessoas. A festa começou às 9h. Teve tendas de debates entre jovens da comunidade para levantar as carências do bairro. Também servimos arroz carreteiro no horário do almoço e depois teve a inauguração da biblioteca.
De acordo com Everaldo, o acervo conquistado com doações já passa de mil livros e leva o nome de Moacir Gonçalves, um dos primeiros presidentes da associação. Tem ainda a sala de leitura. Conforme Everaldo, esse espaço literário homenageia um cidadão do bairro. Conhecido como ‘Abêia’.
“Ele era uma pessoa do bem, e chamávamos de ‘Senhor Gentileza’. E é essa postura que queremos despertar dos jovens que se encantam quando conhecem a sua história”.
DA VIOLÊNCIA À CULTURA
Considerado como um dos bairros mais populosos de Guarapuava, o Xarquinho ficou conhecido pela onda violência. Entre os mais de 12 mil habitantes, gangues espalhavam o terror e patrocinavam muitas mortes. Os jovens eram os alvos preferidos.
Porém, a Associação de Moradores, diz que agora a paz reina no bairro. De acordo com o diretor cultural da entidade, Everaldo Fogaça, a Associação está motivada e a comunidade volta a ocupar o espaço que é seu.
Aqui moram pessoas do bem, trabalhadores, jovens que estudam e que querem o seu lugar ao sol.
De acordo com Everaldo Fogaça, o bairro tem tudo a ver com a história passada de Guarapuava. “Segundo relatos dos mais antigos, era um ponto de parada dos tropeiros por causa dos charcos. Daí o nome ‘Xarquinho’. Pena que muitas vezes somos esquecidos pelo Poder Público. Por isso, queremos fazer a nossa parte e reverter essa imagem negativa do nosso bairro por meio da cultura e para isso contamos com muitas parcerias. A RSN é uma delas”.
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