22/08/2023
Cotidiano Em Alta Guarapuava

Costela minga bate recorde e será servida nesta quinta na Catedral

A minga bateu recorde de encomendas e chegou a 900 quilos vendidos, muito mais que a média de 600 quilos de anos anteriores. Restam pouquíssimas unidades

Costela minga pronta pra assar (Foto: Jorge Teles)

Nesta quinta (29), logo após as celebrações religiosas em honra a Nossa Senhora de Belém, o fervor da devoção abre espaço para a gastronomia. A tradicional costela minga, um dos pratos mais esperados da festa da padroeira de Guarapuava, integra a programação como símbolo da união entre fé, cultura e sabores que atravessam gerações.

E neste ano as expectativas foram superadas. A costela minga bateu recorde de encomendas e alcançou 900 quilos. A média dos últimos anos girava em torno de 600 quilos, conforme destaca o padre Jean Patrick, pároco da Catedral. Para quem quiser comprar, restam pouquíssimas unidades. De acordo com a organização, a costela inteira, que serve 12 pessoas, custa R$ 350. Já a meia costela sai por R$ 200. Interessados devem contatar a Secretaria da Catedral.

Costela minga no espeto (Foto: Jorge Teles)

A partir das 13h30 de hoje, os assadores começaram os preparos com fogo baixo, lenha selecionada e o olhar atento de quem conhece o ponto certo da tradição. A carne ficará à disposição após as celebrações religiosas, encerrando o dia com sabor e comunhão.

CHURRASCO NA FESTA

Além da costela, o dia 2 de fevereiro, data oficial da padroeira, é marcado por um verdadeiro ritual gastronômico. São cerca de dois mil quilos de carne só para o churrasco. Boa parte, fruto da generosidade de famílias rurais tradicionais, produtores, empresários e patrocinadores, em uma rede de solidariedade que sustenta a festa e fortalece os laços comunitários.

Mas o churrasco vai além: há também carne para pastel, espetinhos e filé na chapa, somando aproximadamente 2.500 quilos de carne em toda a festa.

De acordo com assadores, a preparação começa na madrugada do dia 1º, com o tempero e o cuidado que se aprende no convívio com a tradição. Na madrugada do dia 2, o fogo já está aceso. E desde cedo, por volta das 7h, muitos moradores chegam para buscar a carne crua, preferindo assá-la em casa, em encontros familiares que seguem firmes no calendário afetivo da cidade. Outros optam por retirar a carne já assada, feita com esmero pela equipe de voluntários que passa a manhã inteira nas entregas.

A festa da Padroeira de Guarapuava é, mais do que uma celebração religiosa, um encontro de pertencimento. E neste ano, com o recorde da costela minga, mostra que a tradição continua viva  e mais forte do que nunca. Passamos a manhã inteira entregando o churrasco. É corrido, mas é recompensador.

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Cristina Esteche

Jornalista

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