22/08/2023

Peregrinação inaugura o maior terço do Paraná

Peregrinação de Guarapuava une história e natureza em um percurso de 12,7 km que já atrai fiéis de todo o Brasil

Andor com Nossa Senhora de Belém (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

Sob as luzes de um sol que testemunhou o renascimento de uma tradição, Guarapuava reafirmou  posição como o novo destino sagrado do Sul do Brasil. Nesta segunda (2), a celebração da padroeira Nossa Senhora de Belém, não foi apenas um evento litúrgico.Trata-se de  um fenômeno de mobilização. O ‘Caminho de Belém’ atraiu mais de dois mil fiéis. Um salto histórico de 100% em relação ao ano passado.

Terço (Footoo: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

O roteiro, que já se tornou um patrimônio afetivo da cidade, propõe uma imersão de 12,7 quilômetros que conecta a pureza da natureza à profundidade do espírito. Com início na nascente do Rio das Mortes, os peregrinos percorreram o trajeto até o Santuário Diocesano Nossa Senhora de Belém. Um percurso que emula os passos dos pioneiros de dois séculos atrás.

Inspirado em ícones globais como o ‘Caminho de Santiago de Compostela’, o projeto guarapuavano já opera com dois ramais estruturados e projeta uma expansão ambiciosa até a divisa com Prudentópolis.

D. Amilton lidera a peregrinação (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

A edição de 2026, porém, guardou um símbolo de magnitude inédita: a inauguração do maior terço suspenso do Paraná. Instalada no Ramal 1, a peça é um triunfo da engenharia dedicada à devoção.De acordo com a organização, o símbolo exigiu dois meses de desenvolvimento técnico para criar moldes exclusivos que não existiam no país. Para Sandro Cardozo, coordenador da iniciativa, o monumento transforma o caminho em uma galeria de contemplação a céu aberto, onde o silêncio da oração encontra o impacto visual da arte sacra.

Expressão de Fé (Fotoo: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

Ao longo da jornada, o que se viu foi um mosaico de histórias pessoais. Do prefeito Denilson Baitala e a secretária de Obras Tatiane Nezi, a fiéis vindos de Mato Grosso e Santa Catarina, o sentimento era de renovação.

O Padre Jean Patrik resumiu a essência do movimento. Conforme o religioso, a peregrinação rompe as fronteiras físicas da Diocese para se tornar um gesto coletivo de esperança.

Mais do que um desafio físico de resistência, o Caminho de Belém se firma como uma experiência de pertencimento, onde cada passo dado entre as paisagens de Guarapuava é, na verdade, um retorno para dentro de si mesmo.

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Cristina Esteche

Jornalista

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