22/08/2023

Manifestação reúne homens e mulheres em caminhada neste domingo (8)

Manifestação reúne estudantes, trabalhadoras, indígenas e a comunidade LGBTQIA+, centraliza as pautas históricas em trajeto que liga a universidade ao Parque do Lago

Em novembro, sociedade se organizou em uma caminhada contra o feminicídio (Foto: Secom/Prefeitura de Guarapuava)

Neste domingo (8), o cenário em Guarapuava vai ter punhos erguidos e vozes em uníssono. O tradicional Dia Internacional das Mulheres na cidade deixa de lado o tom puramente comemorativo para retornar à essência. Ou seja: a luta por direitos e a denúncia das violências que ainda cercam o cotidiano feminino.

A mobilização, organizada pelo coletivo Feminismo em Ação traz a parceria de grupos como a Marcha Mundial das Mulheres, o Levante e o Coletivo (R)Existir. Além do apoio da Secretaria da Mulher, e promete transformar a paisagem urbana em um manifesto vivo de resistência.

De acordo com as organizadoras, a concentração está marcada para as 14h30, em frente ao Campus Santa Cruz da Unicentro. De lá, as manifestantes seguirão em caminhada em direção ao Parque do Lago.

O 8M não é dia de flores, é dia de luta. Cada conquista que celebramos hoje veio da organização coletiva, e ainda temos muito a transformar

O diferencial do ato deste ano é a busca pela interseccionalidade. Conforme a organização, a convocação é explícita. O movimento quer (e precisa) da presença de mulheres trabalhadoras do campo e da cidade, estudantes; mães, jovens e aposentadas; mulheres negras, indígenas e a comunidade LGBTQIA+.

Essa união de diferentes realidades reflete a necessidade de políticas públicas que atendam não apenas à “mulher” como um conceito abstrato. Mas às urgências específicas de cada grupo, desde o combate ao feminicídio até a igualdade salarial e o direito à educação.

Embora os dados oficiais de segurança pública e emprego no Paraná mostrem avanços pontuais, a realidade nas ruas e dentro das casas ainda exige vigilância. A mobilização em Guarapuava foca na ideia de que a voz nas ruas constrói poder político, pressionando autoridades e a própria sociedade a repensar comportamentos machistas e estruturas de exclusão.

Para quem deseja participar, o convite é aberto e a mensagem é clara: a ocupação do espaço público é a ferramenta mais poderosa para garantir que o futuro seja, de fato, mais igualitário.

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Cristina Esteche

Jornalista

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