22/08/2023

Tem que emocionar!

O quadro eleitoral começa a refletir a qualidade dos programas que estão no ar desde o dia 21 em Guarapuava. Em conversas informais com eleitores, principalmente, aqueles que moram em bairros e vilas da cidade, a mudança da opção inicial de voto começa a ser uma realidade pautada pelos programas de televisão.

Os marqueteiros devem estar atentos, observar o perfil do eleitor que ainda busca se apaixonar pela campanha a partir do momento em que é persuadido de este ou aquele é o melhor candidato, é quem está melhor preparado para administrar o município. Significa dizer que a imagem do candidato influencia significativamente a decisão do eleitor. Um exemplo que deve ser levado em consideração é a própria imagem da Presidente Dilma, que trocou a imagem da mulher austera e começou a sorrir depois que foi confirmada como candidata à presidência da República. Portanto, é preciso explorar o conceito, a imagem, a emoção, a sutileza das pessoas. O candidato mostrar que é dinâmico, competente, que tem experiência, que sabe gerenciar, que é moderno e tem visão de futuro, mas precisa também criar uma identidade com a população que ter alguém que resolva os problemas dela.

Além da imagem, que deve ser cuidada para não distanciar o candidato em vez de aproximá-lo do eleitor, o discurso também deve estar focado no público alvo, principalmente, em reuniões. Na maioria, ou melhor, em todas as vezes as pessoas querem ouvir a solução para o seu problema imediato. As propostas generalizadas que beneficiem Guarapuava e a região, é claro, que são importantes, mas o povo também quer ouvir qual é a proposta que beneficie o seu bairro, o seu habitat.

Até agora os programas de Guarapuava não criaram o impacto ou a sedução que o eleitor precisa para decidir votar. Uma ressalva para o programa levado ao ar pelo PT na sexta-feira (24) em que o candidato a prefeito Antenor Gomes de Lima fala sobre a sua vida e a decisão em entrar na política. Embora um pouco longo, o programa não ficou cansativo pela naturalidade, pela simplicidade como foi conduzido. A “fórmula” deu certo que acabou sendo repetido até ontem, segunda-feira (27).
O formato do último programa apresentado pelo candidato Cesar Filho em que sua mãe Cristina, fala sobre o relacionamento do filho com o pai, o secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Cesar Silvestri, e este da sua convivência com o Cesar Filho teve um roteiro que teve tudo para despertar a emoção, mas ficou faltando a empatia com o público. Já o programa do candidato situacionista Fabio Martins Ribas possui um conceito equivocado desde o início ao tentar “fabricar” uma imagem que não cabe ao candidato. A colocação de Fabio sentado de perfil sem olhar para o telespectador mostra uma imagem negativa, que não convence. Já o candidato Jauri Gomes, comunicador que é, se posiciona bem perante as câmeras, se comunica com o telespectador. Mesmo pelo pouco tempo que possui não compromete, mas pode melhorar, já que qualquer minuto na televisão é um tempo precioso.

Cristina Esteche

Jornalista

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