No mês da Consciência Negra, comemora-se o centenário da Revolta da Chibata, que teve como líder o marinheiro João Cândido Felisberto. O objetivo do levante foi atingido, mas a anistia da Marinha, que prendeu e perseguiu o "Almirante Negro", só veio 39 anos após a sua morte, em 2008. De frente para as águas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, de costas para o antigo entreposto de pesca que lhe garantiu o sustento até o fim da vida, depois da Revolta da Chibata, em 22 de novembro de 1910, João Cândido Felisberto não tem mais apenas as pedras pisadas do cais como monumento — como registra a letra de "Mestre sala dos mares", de João Bosco e Aldir Blanc. A homenagem ao "Almirante Negro", como ficou conhecido João Cândido está ali na Praça Quinze para lembrar que a luta por melhores condições de trabalho e pelo fim dos castigos físicos na Marinha não foi em vão.www.cristinaesteche.com.br/
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